(Imagem Ilustrativa)

Foi um show ver e ouvir a Live promovida pela Prefeitura, pela professora Liliane Santana com a psicóloga Rosana Vistuba e a professora Cristiane Tápias, falando de situações reais que elas presenciaram com alunos e pacientes, com diversos exemplos e dando realmente diversas dicas e orientações para se prevenir e tentar detectar esse absurdo que acontece com nossas crianças e adolescentes.

Falando nisso, me recordo de algumas situações pelas quais passei como professor, quando iniciei minha vida em sala de aula. Falo disso por conta do que foi tratado na Live, por ser o professor um dos primeiros a perceber um comportamento dos alunos e que podem indicar muitas coisas, principalmente abusos. Confesso que gostava (e gosto) muito de dar aulas, mas não tive a formação pedagógica, há pouco saíra da universidade, mas tinha paixão pelo ensino.

Num dos colégios que dava aulas, eu tinha uma grade bem grande de aulas, 24 para ser exato, e a única vaga que tinha, permanecia no colégio para que algum pai se necessitasse, saberia que me encontraria naquele horário no colégio. Certo dia recebi uma mãe que disse que precisava falar muito comigo, atendi em particular numa sala própria para tal que havia no colégio, e acabei por brigar com aquela mãe, realmente ficando muito bravo com o pedido dela. Ela exigiu que eu descobrisse com a filha dela, que estudava na 7ª série, se a menina ainda era virgem, pois como a aluna gostava muito das minhas aulas e comentava dos trabalhos e das aulas, ela se achou no direito de exigir isso. Quando digo exigir, é exigir, não foi um pedido ou um talvez, foi exigência mesmo. Fiquei duplamente indignado com isso, primeiro por ela ser mãe e eu ser mais próximo da filha do que ela, pois eu entendo que seria uma conversa de mãe e filha, e em segundo lugar, se a aluna tivesse revelado algo assim para mim e não para ela, teria algum motivo e não trairia essa confiança. Não sei quem ficou com mais raiva, se ela com minha reação ou eu com o pedido dela. Conversei com a psicóloga do colégio sobre o fato, pois realmente não sabia como tratar desse assunto, ou seja, como levar adiante esse assunto, deixei pra ela conversar com a aluna.

A mãe era aquelas “dondocas da sociedade”, e pouco tempo depois fiquei sabendo pela direção do colégio, que ela exigiu da escola que eu fosse demitido, pois estaria processando eu e a escola. Eles me chamaram pra saber o que estava acontecendo, e junto com a psicóloga explicamos o ocorrido. Bom, o resultado de tudo soube uns meses depois, quando a direção juntamente com o pai da menina veio falar comigo naquela “aula vaga”. O pai me agradeceu o carinho que eu tinha com a filha e a discrição de tudo, me pediu desculpas pelo transtorno e contou que havia se divorciado, pois descobriu o que a esposa fazia com a filha, que a maltratava, entre tantos motivos, porque a menina havia presenciado uma traição da mãe. A mãe sendo da sociedade, participava de todos os eventos para ajudar as entidades e não cuidava de quem mais precisava dela.

Assistindo a Live, me recordei desse e de outros tantos fatos que como professor presenciei, por um lado, infelizmente de saber que acontecia e por outro, felizmente que pude perceber e de alguma maneira intervir para o bem dos alunos. Faça um favor a nossas crianças e adolescentes, assista essa Live e repasse, você poderá fazer diferença na vida de muitas crianças e adolescentes, que conhece e muitos que nunca vai conhecer.

Hugo Lopes Júnior
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