Educação e Cultura

1º anfiteatro do município é inaugurado no Colégio Estadual do Campo Prof. Eugênio de Almeida no distrito de Fluviópolis

A obra foi custeada com recursos do Governo do Estado através da Fundepar e beneficiará toda a comunidade são-mateuense. (Fotos: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Depois de anos de luta e perseverança, o Colégio Estadual do Campo Professor Eugênio de Almeida (CECPEA), inaugura o tão esperado anfiteatro no distrito de Fluviópolis, em São Mateus do Sul. Essa é a primeira obra desse estilo na região que beneficiará toda a comunidade escolar.

A inauguração acontece nesta sexta-feira, 30 de novembro, às 20h, e contará com a apresentação da peça teatral: “O mundo é bão Sebastião”, da Companhia Teatral Impacto em Cena, da cidade de Palmeira, dirigida por Igor Moreira, o qual já possui um laço afetivo grandioso junto ao colégio.

Segundo a diretora do CECPEA, Marta Regina Centa, o anfiteatro ou auditório, como ela mesma considera, se chamará Afonso Nepomuceno Franco, em homenagem ao saudoso doador do terreno onde foi construída a Escola Municipal Apolônia Staniszewski, na sequência o colégio estadual e as demais obras.

A obra que tem 299,25 m² possui o valor total de R$ 807.788,50, e foi custeada pelo Governo Estadual através do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (FUNDEPAR).

A empresa responsável pela obra foi a Varpec Engenharia Ltda., da cidade de Curitiba, que levou exatos 120 dias para a execução e entrega, como garante Ellington Charles Varpechoski, engenheiro civil e responsável técnico da empresa.

Sonho realizado

O Colégio Eugênio de Almeida, há mais de 2 décadas é tido como referência em inúmeros quesitos que compreendem a educação escolar e as metodologias de ensino postas em prática, através da realização de vários projetos junto aos alunos.

A atual diretora nos revela que quando entrou na direção, no ano 2000, de forma interina no lugar do então professor João Carlos Alves, tinha apenas 25 anos, e no ano seguinte já assumiria a direção de forma integral. Ela foi considerada a mais nova dirigente dos colégios estaduais do Paraná.

Logo de cara, a jovem reuniu a comunidade na escola e concentrou a presença de mais de 300 pessoas para levantar quais eram as prioridades dos pais, alunos e profissionais. “Naquela época tínhamos apenas 6 salas de aula e a demanda em vários sentidos era grande. Os pais tinham grande expectativas do potencial da nossa instituição e por isso reivindicaram mais salas de aula, a inserção do ensino médio que não existia, um ginásio de esportes e um auditório.”

A diretora Marta Regina Centa afirma que o anfiteatro é a realização de um sonho de toda a comunidade.

De início, no mesmo ano, mais duas salas de aula foram construídas e pouco tempo depois, em 2003, o Ginásio de Esportes foi entregue à comunidade. Na sequência o Colégio Eugênio de Almeida passou a oferecer o Ensino Médio. Prioridade por prioridade, a luta começou desde aquele momento e com o passar dos anos novas demandas apareceram, muitas já vencidas. Porém, faltava um dos sonhos, ainda daqueles pais, alunos e profissionais que atuavam há 18 anos.

“De seis salas que tínhamos há 18 anos, hoje já estamos com 18 salas de aula beneficiando nossos alunos no decorrer de todo esse tempo. Algumas construídas pelo município, outras pelos governo do estado e tantas outras pelos esforços da nossa comunidade. Às vezes, as coisas demoram para acontecer, mas não podemos desistir de insistir, insistir e insistir”, comenta Marta.

Hoje, o colégio possui cerca de 400 alunos e atua em dualidade administrativa com a escola municipal, que conta com a direção da professora Regicléa Guimarães com cerca de 350 alunos. “Quando as duas direções atuam juntas, bem como as associações de pais, mestres e funcionários, tudo flui da melhor forma possível.”

Marta revela que foi questionada pelos motivos de construir esse anfiteatro no interior do município e não no centro de São Mateus do Sul. “Primeiramente foi um sonho que junto à comunidade escolar lutamos durante anos pleiteando, pois trabalhamos efetivamente com o teatro e cinema em nosso colégio há anos. Vou procurar sempre continuar trazendo a comunidade para dentro da escola para que juntos possamos discutir o que é melhor para todos.”

Com a inauguração do anfiteatro, a continuidade das lutas visando as conquistas continuam, pois ainda restam as cadeiras fixas, o sistema de som, a cortina, as luzes. “Mas muito em breve vamos conseguir”, afirma a diretora que já adianta que em breve irão instalar o equipamento de som.

Ainda segundo Marta, esse espaço será utilizado pelos alunos da escola municipal, alunos do colégio estadual, grupos da terceira idade, associação de moradores e pela comunidade como um todo, pois a ideia é valorizar o Distrito de Fluviópolis e todos que lá residem.

“Deixo o recado de gratidão, pois tenho uma comunidade participativa. Temos nossos pais, nossos alunos, nosso grêmio estudantil, os amigos empresários e voluntários que nos ajudam. Aqui é feito um trabalho em equipe. Espero que as pessoas possam utilizar da melhor forma possível o anfiteatro, e que as ideias possam amadurecer para que novos sonhos possam ser construídos”, conclui a direção.

Colaborador

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