(Imagem Ilustrativa)

O livro estava sobre a mesinha de centro da sala de meu pai. Capa dura, de um belo azul escuro, me chamou a atenção. Sem ter muito o que fazer, comecei a folheá-lo. O nome do livro: “São José: quem o conhece?” Pus-me a refletir e conclui que realmente não o conhecia. Mas, e quem o conheceria ao certo, a ponto de escrever um livro? Hoje, depois de tanto tempo, digo a mim mesma: santa ignorância!

Ainda assim, o que me levou a ler o livro, foi o que estava escrito na sua contracapa. O autor havia sido acometido por uma enfermidade pulmonar grave e, por isso, viajou até os Estados Unidos para consultar especialistas. Sentia fortes dores e tamanhos incômodos que ele próprio previa a proximidade da sua morte. Era inverno e tudo estava coberto de neve, apenas o verde dos pinheiros contrastava o branco da paisagem. Mas, que grande alegria ele teve ao fitar pela janela do quarto de onde estava hospedado, uma linda imagem de São José posta no jardim.

“O Autor, sentindo chegar o seu fim, fitava-o pensando: ‘Ali está São José. Espero encontrá-lo na eternidade, não por meus méritos, mas pelo preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual se unem as lágrimas de Nossa Senhora e também as dores do próprio São José’. Todavia, à medida que fixava seu olhar na imagem experimentava uma consolação muito intensa, que desfechou numa voz interior a lhe dizer: ‘Não se aflija! Antes que as flores comecem a nascer, você estará curado!’”( São José: quem o conhece? )

Passou pelos mais variados exames e conforme o tempo passava, os médicos se impressionavam: Monsenhor João Scognamiglio estava curado, sem nenhuma sequela. Certo dia, quando já estava restabelecido, caminhava e rezava o rosário, quando viu a primeira flor da primavera. “Então se lembrou emocionado da promessa de São José: fora curado antes de as flores desabrocharem!”.

É em momentos de fragilidade que nos aproximamos mais de Deus. Considero que São José, através desse belo livro, também fez seu pequeno milagre em minha vida. Estava um pouco distante das coisas de Deus, procurando sentido às verdades da Igreja, por falta de conhecimento de minha parte. Olhando para trás, consigo fixar um marco entre antes e depois da sua leitura. Novos hábitos surgiram, e, um deles, é a leitura da vida de santos. São as mais belas histórias e modelos de vida que podemos seguir. Com elas, encontrei as respostas de que tanto procurava. Tenho maior clareza frente às dificuldades, aceitação perante a vontade divina, consciência do quão difícil é seguir o Evangelho, num mundo que se torna a cada dia mais, apenas o mundo. E ainda assim, tenho mais alegria para viver esta vida: única oportunidade que temos para nos transpormos desta para aquela, que será a verdadeira e eterna existência.

A festa de São José ocorre sempre no dia 19 de março. E para celebrar os 150 anos da declaração deste santo como sendo o Padroeiro da Igreja Católica, Papa Francisco dedicou o ano de 2021 a São José. Se você foi atento, percebeu que o milagre relatado no início do texto, é a cura de uma doença pulmonar. Nunca antes havíamos precisado tanto de milagres como esse, a graça de respirarmos gratuitamente aquilo que temos em abundância: o ar generoso da Criação Divina.

Fortíssimo São José, ilustre filho de Davi, esposo da Mãe de Deus, casto guarda da Virgem, sustentador do Filho de Deus e seu zeloso defensor, chefe da Sagrada Família, modelo dos operários e esperança dos doentes, rogai por nós!

Que as efemérides da vida nos ajudem a construir dias sempre melhores!

Um cordial abraço!

Ingrid Ulbrich
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