Odontologia e Saúde Bucal - Valéria Kruchelski Huk

31 de Maio: Dia Mundial sem Tabaco

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

O dia Mundial sem Tabado foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

Desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e a governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde através do INCA, o que inclui as ações que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). O Programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e, o consequente prejuízo causado a saúde relacionado ao consumo de derivados do tabaco, seguindo um modelo no qual ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, associadas às medidas legislativas e econômicas, se potencializam para prevenir a iniciação do tabagismo, promover a cessação de fumar e proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco.

O tabagismo tem sido relacionado como uma das principais causas de morte, sendo o maior causador de doenças do trato respiratório, e um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além de ser prejudicial a saúde geral, o hábito de fumar também compromete a saúde bucal, isto porque é fator importante no desenvolvimento de problemas bucais, especialmente associado com o aparecimento de lesões malignas na boca (Câncer de Boca).

Quais são as alterações bucais relacionadas ao hábito de fumar?

As principais alterações bucais são: manchamento nos dentes e gengiva, ocasionado por alguns componentes do cigarro; halitose (mau cheiro na boca) que pode ser causado pelos próprios componentes do cigarro – ou então – ser uma consequência secundária das alterações bucais; doença periodontal; alterações no paladar, xerostomia (sensação de boca seca) e câncer bucal.

O papel do dentista, assim como de outros profissionais da saúde, é orientar o paciente quanto aos riscos e estimulá-lo a abandonar o hábito. É importante lembrar que não existe um “tratamento” ou uma “receita” para parar com o hábito. No site do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva) encontramos a seguinte mensagem:

“Equivocadamente muitas pessoas acreditam que o tabagista é um “viciado”, “sem força de vontade”, “que não deixa de fumar porque não quer”. Não é isso. Na verdade quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco.”

E lembre-se, se você parar de fumar agora:

* Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
* Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
* Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
* Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
* Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
* Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
* Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
* Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Últimos posts por Valéria Kruchelski Huk (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Câncer bucal: um inimigo silencioso
A importância do Dente de Leite
Use Fio Dental