Cinco mil famílias dependem do comércio e serviços e 35% das empresas não têm recursos para sobreviver fechadas.
(Foto: Acervo/Gazeta Informativa)

A notícia boa do estudo é de que 2/3, não demitiram ou até contrataram novos empregados. Novos postos de trabalho perfazem 5% das empresas associadas enquanto que 62% dos empresários mantiveram seus colaboradores. Estes dados estão na pesquisa que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Mateus do Sul fez para ajudar no planejamento estratégico, sobretudo pensando nas pessoas.

“A pesquisa realizada pela CDL tem uma importância fundamental para entendermos e avaliarmos os impactos da Covid-19 em nosso município. Através dela poderemos ter mais assertividade em direcionar nossos esforços e ações para apoiarmos as empresas associadas e, principalmente, as mais de cinco mil famílias que o comércio e serviços empregam em nossas cidades”, frisa o presidente Felipe Staniszewski.

A maior preocupação incide justamente nestas pessoas que dependem do comércio para terem renda e sustentar suas famílias, segundo ele. Disso a busca de um diagnóstico que possa ajudar em ações efetivas da entidade. Até porque é importante saber o cenário atual para estudar e colocar em prática medidas que possam evitar, sobretudo, os desempregos no setor de comércio e serviços.

O estudo mostra que 35% das empresas não têm condições de se manter, caso haja necessidade ou determinação de ficar sem funcionar. Para sobreviver e manter em torno de dois mil empregos, os empresários apontaram, conforme a pesquisa da CDL, que necessitam estar com as portas abertas. Justamente por isso que o presidente reafirma a preocupação do setor e ações efetivas.

Dados do estudo

A avaliação mostra, ainda que 73% dos associados da CDL “não tiveram funcionários afastados”. Nos demais, 27% do total, 22% para gozo de férias individuais e outros 21% de colaboradores que pertencem à algum grupo de risco. 65% dos empresários mantiveram a carga empresas não horária. O índice do e-commerce também foi observado no referido estudo.

“O maior índice de vendas on-line foi por meio do WhatsApp, com 35%, seguido do Facebook com 30%. Quanto ao faturamento, a redução variou de 25 a 50% para 1/3 dos associados (32% das empresas pesquisadas). Levando em conta os meses de março e abril de 2020, num comparativo com o mesmo período do ano passado. Mostrando os efeitos do fechamento decretado e redução das compras nos comércios e serviços.

O estudo chama atenção para um possível fechamento total de serviços ditos não essenciais. “Caso tenha um lockdown, 35% das empresas não tem recursos para se manter e 29% tem para até 1 mês”, aponta a avaliação da CDL. A pesquisa, ainda, questionou sobre o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs), exigidos no decreto visando minimizar o risco de transmissão do Covid-19. “86% disseram que não tiveram dificuldades para utilização”, detalha o levantamento.

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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