Policial

3ª Subdivisão da Polícia Civil de São Mateus do Sul sofre motim e detentos depredam as instalações

Foto: Divulgação

No dia 30 de dezembro de 2017, os policiais de São Mateus do Sul receberam a informação de que havia um veículo suspeito ao redor da delegacia e após acompanhamento fizeram a abordagem do motorista que estava ao celular, e depois da verificação descobriram que o mesmo estava em constante contato com detentos da unidade, os quais combinavam com ele a provável fuga, diante isso o condutor foi preso e não revelou quais eram os presos que planejavam o ato.

Em seguida após análise das mensagens trocadas, foi verificado que havia no solário onde os detentos tomam seu banho de sol, um pedaço da estrutura danificada, onde provavelmente poderia haver uma fuga. Como medida de segurança o delegado titular Jonas Eduardo Peixoto do Amaral determinou que a área não poderia ser acessada pelos detentos, até que fossem entregues os celulares e os objetos utilizados para danificação da estrutura, causando assim a revolta dos presos que insatisfeitos vinham provendo desordens na unidade.

Segundo o delegado adjunto da 3ª Subdivisão de Polícia Civil, Sadi Jorge Herculano Pereira, havia sido programado para a manhã de quinta-feira (11), a realização de uma vistoria em todas as celas em parceria com a Polícia Militar (PM) e o Departamento Penitenciário (DEPEN), porém na madrugada do mesmo dia iniciou um possível motim e uma das portas das celas foi derrubada, havendo a necessidade de antecipação da ação com o apoio da PM, onde foram encontrados dois aparelhos celulares de posse dos detentos.

Após a saída dos policiais e agentes, houve novo princípio de fuga, onde os presos derrubaram todas as portas das celas causando a destruição do espaço, estando a uma porta de conseguir evadir o local. “Ouvimos um dos detentos, provavelmente no celular, conversando com alguém sobre a situação que encontrava-se a cadeia e o que havia acontecido”, relata o delegado adjunto que ordenou a retirada de todos os presos do local, mesmo com o uso da força para que a situação pudesse ser controlada. Em nova vistoria, agora sem presos, foram encontrados dois novos celulares e barras de ferro que foram utilizadas para quebrar a estrutura, além da deterioração de todas as camas e sanitários.

A 3ª Subdivisão de Polícia Civil possui atualmente 40 presos, sendo 2 mulheres num espaço que seria destinado a 24 encarcerados. O tumulto foi ocasionado por 25 dos detentos que foram transferidos para a ala feminina da delegacia a fim de contê-los, separados das detentas. Os mesmos ficaram nesta área até que a manutenção das celas seja concluída para que possam retornar ao local.

A infraestrutura interna das celas é composta de aço pesado e forte, garante Sadi, que enaltece que os rebelados se empenharam para conseguir derrubar uma das portas e consequentemente as demais com ajuda dos encarcerados. Ainda de acordo com o delegado adjunto a cadeia, “tem presos de diversos tipos, são pessoas presas por assaltos, roubos, homicídios, Maria da Penha, entre outros”, e sem o apoio da PM, ROTAM e policiais civis, possivelmente haveria a fuga em massa.

As obras de concerto da estrutura foram iniciadas logo após as medidas de contenção serem adotadas e a situação amenizada, e estima-se que sejam concluídas até o final de semana. Questionado sobre a existência de aparelhos celulares na cadeia, Sadi comenta que trata-se de aparelhos do tipo smartphone e que na revista das visitas dificilmente teriam acesso a parte interna, porém o problema enquadrasse no sistema carcerário que funciona dentro a delegacia, onde não se consegue ter uma vigilância constante e por diversas vezes acaba se conseguindo lançar aparelhos deste tipo para dentro do pátio. “Uma realidade que inclusive fora surpreendida na véspera de Natal, onde um adolescente foi pego lançando um celular no referido espaço”, diz.

“Não posso ser hipócrita e afirmar que não tem risco de fuga, de que não existe risco de que presos possam fugir daqui, pois isso é uma delegacia e não um presídio, mas comparado a outros municípios ainda estamos numa situação bastante segura, devido principalmente pelo nosso histórico, mas o risco de fuga existe e continuará a existir nesta estrutura”, conclui o delegado.

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