Ainda sendo referenciado por muitas pessoas como “Ginásio”, o Colégio Estadual Duque de Caxias (CEDUC), representa parte da história da educação de São Mateus do Sul há 70 anos. A instituição localizada na Rua João Gabriel Martins foi a responsável pelo início da carreira profissional de professores, e a base para o desenvolvimento dos alunos são-mateuenses, vindos – até os dias de hoje – de diversos bairros e comunidades do interior do município.

O início

Fundado em março de 1949, a autorização do funcionamento condicional da instituição aconteceu através da Portaria nº 375 de 06/08/1949 e publicado no Diário Oficial do dia 19 de setembro do mesmo ano, sob o regime de externato e frequência mista. Nomeado de “Ginásio de São Mateus do Sul”, no dia 22 de setembro de 1950, a instituição passou a ser de domínio do Estado do Paraná.

Em 1955, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Direção, iniciou a campanha entre alunos, professores e a comunidade para a escolha do Patrono do Ginásio, e “Duque de Caxias” foi escolhido pela maioria dos votos.

No início, a instituição dividiu espaço com o Grupo Escolar Doutor Paulo Fortes – onde hoje está localizado o Colégio Estadual São Mateus –, e no dia 21 de agosto de 1965 o prédio próprio do Ginásio foi inaugurado, onde está localizado até hoje.

Passando por diversas nomenclaturas, como Ginásio Estadual Duque de Caxias, Escola Duque de Caxias – Ensino de 1º Grau, Escola Duque de Caxias – Ensino de 1º e 2º Graus, foi apenas em agosto de 1998 que a instituição passou a ser conhecida como Colégio Estadual Duque de Caxias – Ensino Fundamental e Médio.

De acordo com a direção do CEDUC, a instituição, atendendo ao parecer do Conselho de Educação, passou a trabalhar também com a Escola do Campo – Casa Familiar Rural, no Estado do Paraná. “A Casa Familiar Rural de São Mateus do Sul vinculou-se ao Colégio Estadual Duque de Caxias, denominado como Escola Base pela Associação das Casas Familiares Rurais da Região Sul”, informam. O CEDUC também atua com o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA).

Diretores que fizeram parte da história

Uma boa administração garante desenvolvimento e evolução educacional. Ao todo, o Colégio Estadual Duque de Caxias contou com 15 diretores, que foram responsáveis por lutar pela educação pública de qualidade em São Mateus do Sul. Sendo eles:

Lauro Serviano de Carvalho Ramos (de 1949 a 1953); Manoel da Cunha Bittencourt (de 1955 a 1958); Yone Guimarães Almeida Fayad (de 1967 a 1967); Rodolfo Von Linsingen Junior (de 1967 a 1969); Algacyr Robert Capelli (no ano de 1970); Zayde Amaral Von Linsingen (de 1971 a 1979); Egon Nascimento (de 1980 a 1983); Marli Balin (de 1983 a 1987); Isaura Cangussú (de 1987 a 2000); João Carlos Alves (no ano de 2001); Rosemi Schafaschek Pires (de 2002 a 2003); Lindaura Cangussú Stein (de 2004 a 2008); Maria Verônica Biesczad (de 2009 a 2011); Lindaura Cangussú Stein (no ano de 2012); e Clemira Aparecida Santana (de 2013 até a presente data).

Alguns dos diretores que fizeram parte da história do CEDUC.

“Todos os diretores deixaram seu legado e sua história, inclusive eu. Trabalhei e trabalho com amor e dedicação para com meus alunos e ao Colégio. Me sinto em casa”, testemunha a ex-diretora Maria Verônica Biesczad.

Uma vida pela instituição

Trabalhando há 26 anos no CEDUC, Adair Brandl Deina, que nasceu na cidade de Canoinhas – Santa Catarina, teve seu primeiro contato com o Colégio quando iniciou seus estudos na instituição. “Em 1992 fiz o teste seletivo para trabalhar no Duque. Já fui responsável pela biblioteca, secretaria e atualmente trabalho com o laboratório de informática de manhã e tarde. Tenho muito carinho por todos do Colégio Duque de Caxias porque aqui é a minha segunda casa”, informa a funcionária.

O guardião Horácio

Quem estudou no CEDUC sabe que o Colégio fica bem protegido à noite, afinal, o esqueleto Horácio é o guardião oficial de todos os blocos da instituição. Brincadeiras à parte, o esqueleto real foi o personagem principal de muitas aulas de ciência e virou o mascote do Colégio Estadual. Alguns professores faziam referências ao esqueleto para manter autoridade em sala de aula, e há também alunos que garantem que a pessoa que tira foto do Horácio, o celular deixa de funcionar.

O Horácio não vive sozinho no CEDUC. Ele divide o laboratório de ciências com ossadas de outros animais, bichos empalhados, insetos e anfíbios em resinas. A diretoria do CEDUC informa que não tem ao certo a data que o esqueleto chegou na instituição, mas garante que ele foi o responsável e protagonista de muitas histórias.

O CEDUC hoje

Administrado em 2019 pela diretora Clemira Aparecida Santana e seu vice Renato Kurzydlowski, o Colégio conta com turmas de ensino fundamental e médio, e também trabalha com a Casa Familiar Rural com o curso técnico de Agroecologia. Iniciando como professora de matemática da instituição, Clemira, que está há 6 anos na direção, observava que o espaço necessitava de uma reforma estrutural e organização pedagógica. “Aos poucos fomos transformando o espaço, com locais adequados, acessíveis e um ambiente agradável para os alunos e professores”, ressalta. A readequação dos espaços também foi possível através do programa Escola 1.000, no qual os Colégios do município receberam verbas para reformas como pinturas e instalações.

Mais de 1.000 alunos são matriculados no Colégio, e frequentam diariamente as salas de aula. “O amor pelo meu trabalho foi fundamental para perceber que tínhamos condições de melhorar o ambiente de estudo”, enfoca Clemira. Prestes a se aposentar, a diretora reforça que sairá da administração com sentimento de dever cumprido.

As festividade de 70 anos

Aconteceu na terça-feira (9), um coquetel em homenagem aos 70 anos do CEDUC. A cerimônia contou com a equipe pedagógica, ex-professores, funcionários e representantes do grêmio estudantil, que acompanharam de perto toda a evolução da instituição. A direção informa que na próxima semana, a festa de aniversário do Colégio será dedicada aos alunos. Durante o ano letivo de 2019, serão desenvolvidos trabalhos sobre toda a história da instituição em São Mateus do Sul.

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Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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