(Imagem Reprodução Redes Sociais)

Você observa o conteúdo que seu filho assiste pelo celular, computador ou tablet? Seja desenhos animados, músicas infantis ou aqueles famosos canais no Youtube que fazem a demonstração de jogos, todo cuidado é pouco na hora de monitorar o que chega diante daquela telinha.

Como alguns pais puderam perceber nas últimas semanas, a personagem Momo voltou a ser mencionada pelas redes sociais. O suposto motivo dessa reaparição segundo alguns noticiários, é que a personagem estaria incentivando e propagando atos de violência nas crianças, como o suicídio. Essas “mensagens” estariam sendo divulgadas pela personagem no meio dos vídeos das crianças através do Youtube Kids. Nesse contexto, grupos de pessoas acabaram compartilhando avisos sobre essas mensagens, alertando familiares sobre o conteúdo que estaria mudando comportamentos. Mas seria possível uma plataforma como essa ser burlada com vídeos assim?
Em nota divulgada, a equipe do Youtube Kids informa que não recebeu nenhuma evidência recente de vídeos mostrando ou promovendo o desafio Momo no YouTube Kids. “Conteúdo desse tipo violaria nossas políticas e seria removido imediatamente. Também oferecemos a todos os usuários formas de denunciar conteúdo, tanto no YouTube Kids como no YouTube. O uso da plataforma por menores de 13 anos deve sempre ser feito pelo YouTube Kids”, enfoca a nota. O Youtube também se manifestou, afirmando que realizou a análise dos vídeos, sem comprovar a evidência dos conteúdos promovendo o desafio. “Vídeos incentivando desafios prejudiciais e perigosos são claramente contra nossas políticas, incluindo o desafio Momo. Apesar dos relatos da imprensa sobre esse desafio, não tivemos links recentes sinalizados ou compartilhados conosco do YouTube que violem nossas Diretrizes da comunidade”, informam.

No suposto vídeo divulgado em grupos pelo WhatsApp, que menciona que o conteúdo estava publicado no Youtube, é possível notar que a plataforma utilizada na montagem desse vídeo é a mesma usada em vídeos do Facebook. Vale a pena salientar que o Facebook, em suas normativas e termos de uso, não é recomendável para crianças, diferentemente do Youtube Kids, que propõe todo esse cuidado em sua plataforma.

Consegue perceber a potência da disseminação de uma notícia criada para provocar o medo? Mesmo sendo falsa, essas informações nos alertam sobre o cuidado que devemos ter com as crianças quando utilizam a internet. Sei que às vezes pode parecer mais cômodo entregar o celular para seu filho depois de um dia exaustivo de trabalho. Sei também que eles podem insistir em utilizar o aparelho, porém, é sempre válido tomar todo o cuidado sobre os conteúdos que chegam até o seu filho, pois de forma ou outra, ele é capaz de influenciar comportamentos. Fique atento e converse!

Quem é a Momo?

De acordo com a lenda urbana criada, a Momo seria o espírito de uma jovem japonesa, que teria sido assassinada e, em busca de vingança, usaria as redes sociais para encontrar a próxima vítima. A imagem da personagem tem olhos esbugalhados e “sorriso” largo.

A Momo se assemelha a uma personagem folclórica japonesa, chamada de Ubume, que seria uma mulher que teria falecido no parto e, para garantir que o filho sobrevivesse, apareceria na rua segurando o bebê e pedindo para que os passantes o segurassem. Logo que eles pegassem a criança, a mãe desapareceria.

Por mais que seja assustadora, a Momo na vida real seria a fotografia de uma escultura de “mulher-pássaro”, produzida por um artista plástico japonês, chamado Keisuke Aizawa. Essa escultura (na foto) foi criada pela empresa japonesa de efeitos especiais Link Factory, que depois foi exposta em um museu localizado no distrito de Ginza, em Tóquio. Chamado de “Vanilla Gallery”, este lugar é conhecido por fazer exposições de arte alternativas e aterrorizantes. Em 2016 eles abriram uma exposição sobre fantasmas e espectros, na qual a escultura humanoide de “mulher-pássaro” se destacou. O criador da escultura afirma ter acabado com o personagem logo após toda sua repercussão em 2018, através do WhatsApp, onde a Momo estaria ganhando sua primeira circulação.

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