(Imagem Ilustrativa)

A boneca Barbie sempre chamou muito a minha atenção, e agora, de uns anos para cá, sua forma de lidar com a diversidade ganhou ainda mais o meu respeito. A boneca foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima à de uma adolescente.

Inovando suas criações, Ruth ganhou apoio de estilistas renomados no mundo da moda, que foram fundamentais para o desenvolvimento da boneca. Uma das linhas que mais chama a atenção é a “Barbie profissões”, que soma mais de 150 modelos. A Barbie não representa a vaidade estereotipada, mas sim, ensina que desde criança podemos sonhar e ser capazes de ir em busca de uma profissão, seja da mais variada possível. Existe Barbie astronauta, médica cirurgiã, engenheira, paleontóloga e até presidente. Para uma menina, que muitas vezes é desmotivada em uma carreira profissional, a Barbie representa que a habilidade não é destinada à apenas um gênero.

Esse ano, outra linha que ganhou novos modelos da Barbie é a “Fashionistas”, que inclui bonecas com deficiência física – Barbie na cadeira de rodas e com prótese na perna. Além disso, a boneca terá variedade de tons de pele, estilos de cabelo e roupas da moda. De acordo com a Mattel, a boneca, que completa 60 anos este ano, já teve 200 lançamentos entre carreiras, papéis inspiradores e acessórios.

Segundo Kim Culmore, vice-presidente de Design da Barbie, na Mattel, a inclusão no portfólio das Barbies com deficiências físicas tem o objetivo de representar melhor as pessoas e o mundo que as crianças veem ao seu redor. “Nosso compromisso com a diversidade e a inclusão é um componente essencial de nosso processo de design e estamos orgulhosos por saber que as crianças de hoje conhecerão uma imagem diferente da marca”, disse.

A Barbie no passado recebia muitas críticas por possuir um padrão específico, porém, o processo de adaptação iniciou e só mostra que a inclusão deve ser feita nos diversos ramos de nossa vida: em profissões, salas de aula, aceitação, brincadeiras, motivações e principalmente no convívio entre todos nós.

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