(Imagem Ilustrativa)

Há dias em que não queremos fazer nada. Acordamos um tanto pra baixo, não sabemos a razão. Tivemos sonhos ruins, acordamos desorientados, não dormimos bem. Há dias que parecem parados no tempo. Olhamo-nos no espelho e não vemos nada. Nada além de um rosto cansado, triste. São dias desafiadores, pois fazer as coisas sem vontade de fazê-las é uma verdadeira tortura.

No entanto, esses são dias de autodescobrimento também, por que nos sentimos assim? O que nos alterou dessa forma? Temos vivenciado muitos dias como este? Ou este é apenas uma exceção?

A autoanálise precisa ser uma constante em nossas vidas, não podemos deixar que as emoções tomem conta de nossa existência, somos nós que temos as emoções e não elas que nos têm.

Dia ou outro de desânimo é até natural. Estamos em plena batalha e, por vezes, precisamos descansar, porém, lembremos, o desânimo não pode tomar conta da nossa vida, podemos senti-lo, acompanhá-lo de perto, cuidando, como um bom médico que monitora seu paciente. Por mais dura que seja, a reencarnação é oportunidade singular, magnífica, conseguida após planejamento minucioso e cuidadoso por parte das leis maiores, valorizá-la é lutar contra tudo aquilo que pode vir a sabotá-la e paralisá-la, amarmo-nos, em primeiro lugar, descobrindo-nos cada dia mais lúcidos e gratos por tudo.

Os dias atuais nos colocarão diante de muitas beiras. À beira do desespero, à beira da cólera, à beira do desânimo e tudo o que com ele vem, sábio é aquele que chega na beira, olha para o despenhadeiro, contempla o horizonte e pode dizer: Eu fui o mais forte, sobrevivi mais um dia, cresci mais um dia.

Logo estaremos de volta à pátria espiritual, todos nós, alguns antes, alguns mais tarde. Não sabemos ao certo o dia da partida, que o desânimo não nos roube um dia sequer até a chegada da grande hora do retorno.

Redação do momento espírita.

Paz, luz e ânimo a todos, com a graça de Deus.

Oscar Okonoski
Últimos posts por Oscar Okonoski (exibir todos)

Comentários

MATÉRIAS RELACIONADAS
Responsabilidade Espírita
E a vacina chegou
A corrida dos sentimentos