(Imagem Ilustrativa)

Na minha época de pré-universitário, eu tive que escolher entre a Administração e a Economia. Escolhi Administração. Não querendo menosprezar os colegas economistas, mas quem é que entende as teorias econômicas?

Sim, num curso de Administração você aprende algumas noções de Economia é há muitas disciplinas em comum. Quando lembro das minhas aulas de Economia, não é possível quantificar o número de vezes que ouvi ou li a palavra escassez. Por isso, concordo com a afirmação de que a disciplina econômica é a ciência da escassez. Diz-se que a Economia administra os recursos. Eu discordo.

A Economia insiste em poupar recursos, talvez alguns economistas entendam que dias piores virão, sob o ponto de vista de disponibilidade de recursos. Então, é melhor poupar, reduzir demandas, reduzir necessidades. Outros entendem que o melhor e aplicar os recursos financeiros e aproveitar os seus rendimentos, na especulação. Então, como gerar riquezas? Como transformar escassez em abundância? Precisamos rever nossos modelos mentais.

No meu modo de ver, os recursos disponíveis têm que ser usados, de forma racional, equilibrada, mas precisam transformar, transformar-se, para que sejam traduzidos em melhoria na qualidade de vida das pessoas. Quanto mais atividade houver, mais nos desenvolvemos, crescemos. Não podemos parar!

Sob este ponto de vista, tanto Administração como a Economia, ou melhor, todas as ciências, precisam modernizar-se incorporando e acompanhando a evolução tecnológica.

Os recursos não são escassos, são, em alguns casos inacessíveis ou pouco acessíveis. Precisamos lembrar das palavras do pai da Química moderna. Lavoisier dizia, em sua lei da conservação das massas que, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. E há muitas formas de transformar, só é preciso investir na construção desses modelos. Cabe destacar que, pesquisando também se gera riqueza.

Então, tudo que está no Planeta Terra, nele se conserva. Pode mudar de forma, mas está aqui. E aquilo que o planeta recebe, como a energia solar, também precisa ser melhor utilizado. Isto só se consegue produzindo, modificando, reciclando. Tudo é uma questão de como fazer, bem feito. Não são os limites da natureza os responsáveis pela miséria do mundo.

Para que isto seja possível, a máquina econômica precisa estar em constante movimento e com isso gerando emprego, ocupação, riqueza, melhorando a qualidade de vida da população.

Então, os recursos não são escassos. São transformáveis, sintetizáveis, substituíveis. Podem não possuir a mesma forma que há alguns milhares de anos atrás, que milhões de anos atrás, mas estão aqui, disponíveis, abundantes. O que hoje está no subsolo, por exemplo, já esteve na superfície, muitas vezes já teve vida ou propiciou a vida. Mudou de forma, mas pode voltar para a superfície e voltar a gerar vida e abundância.

Nós, seres humanos, em nossa insignificante existência na história da Terra, ainda poderemos usar a nossa inteligência para construir ainda mais inteligência e evoluir.

Não é uma questão de visão otimista e sim da missão de transformar. E nesta missão, há um grande obstáculo a vencer: o direito de propriedade, atrelado a distribuição de renda. Mas está é uma outra discussão.

Adnelson Borges de Campos
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