Reflexão com Padre Marcelo S. de Lara

A consciência do cristão no mundo

Continuando nossa reflexão, da edição do dia 06 de outubro, sobre a ação da Igreja no mundo de hoje, para acontecer com eficácia o alegre ardor missionário, nota-se que é de grande necessidade que os próprio cristãos tomem consciência de seu papel no mundo. É imprescindível que aconteça uma conversão profunda passando por nossas consciências, coração, e chegando na ação. Os cristão são depositários de um tesouro que por vezes nem imaginam a transformação que podem causar no mundo se o utilizarem. Este tesouro, que é Jesus Cristo, tem o poder de devolver a alegria para muitos que se sentem cansados e desiludidos com as propostas de felicidade colocadas pelo mundo contemporâneo.

Cada cristão deve dar o passo de refletir sobre si, sobre seu compromisso como batizado e crismado, sobre sua missão no mundo à luz da fé. A missão começa por esse ‘apaixonamento’ por Jesus e pela sua causa. O cristão deve fugir da tentação do mundo da busca pelo carreirismo, pelo preocupação do eu, buscando somente ‘seu lugar ao sol’. É da identidade do cristão, como discípulo de Cristo, viver uma vida dedicada ao bem do outro.

Para isso, a própria Igreja traz uma gama de trabalhos em Pastorais, Organismos e Movimentos que possuem essa extensão de assistência ao próximo. As Pastorais Sociais, nutridas pelo Espírito Evangélico, e longe de ideologias, são um campo vasto para se poder expressar esse espírito fraterno e solidário aos mais necessitados. Por outro lado, no próprio mundo, na atuação dos trabalhos pessoais, na vida cotidiana, nos meios de comunicação, na política, é sempre possível exercitar a prática da caridade.

Em sua Carta Encíclica Laudato Si’, (Louvado Seja), ao falar do Cuidado da Casa Comum, que é nosso planeta, criticando o consumo exagerado, citando o exemplo de famílias que por vezes não pensam nem mesmo no futuro dos próprios filhos, o papa alerta para o risco do individualismo que afeta inclusive relações familiares. “[…] esta falta de capacidade de pensar seriamente nas futuras gerações está ligada com a nossa incapacidade de alargar o horizonte das nossas preocupações e pensar naqueles que permanecem excluídos do desenvolvimento”. (Laudato Si’ § 162).

A alegria do verdadeiro encontro com Jesus faz o cristão pensar diferente, pensar de um modo novo, pensar em tudo e em todos, pois vivemos juntos em um mesmo planeta e não fomos criados para o isolamento, mas sim, para a comunhão, porque Deus na Trindade é Comunhão.

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