Artigo de Opinião

A cultura do fogo de palha

(Imagem Ilustrativa)

Com os acontecimentos das manifestações na última semana creio que todo mundo parou para pensar, pelo menos um pouquinho, em como se encontra a situação do brasileiro.

Isso foi visível nos carros, que com frases em apoio, andavam pelo município demonstrando seu ponto de vista sobre toda a situação. Ah, também foi aparente nas prateleiras de mercado, que se esvaziaram logo nas primeiras 48 horas.
Tudo isso não aconteceu apenas aqui, mas em praticamente todo o país. A linha tênue entre apoio e desespero ganhavam forma na vida de muitas famílias.

O Brasil é conhecido mundo à fora por ter um povo alegre e de bem com a vida. Também somos lembrados pelo famoso “jeitinho brasileiro”, e essa cultura enraizada pode ser uma das principais razões dos nossos problemas sociais e econômicos.

É difícil, como brasileira, admitir que isso de fato acontece, mas precisamos ser francos e olhar para nossas dificuldades na mesma intensidade que falamos que um dia iremos resolvê-las.

Mostramos em uma semana que o país é capaz de parar por meio de uma classe de trabalhadores. Mas ao mesmo tempo afirmamos que essa alma revolucionária pode ser deixada de lado quando tudo começa a voltar ao “normal”.

O problema é que somos dependes demais, em todos os aspectos de nossa vida. Podemos até parar por algum momento e valorizar a manifestação que estava acontecendo, mas na maioria dos casos esquecemos disso quando nossa alma egoísta pensa apenas no ponteiro do tanque de gasolina e do leite que veio a faltar.

Nos falta união e somos ausentes de apoio. Se de fato vivenciássemos o objetivo da paralisação, talvez esse texto não estivesse sido elaborado.

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