(Imagem Ilustrativa)

“Qualquer mulher que entenda os problemas de cuidar de uma casa, estará mais próxima de entender os problemas de cuidar de um país”. É assim, na maioria das vezes, que os problemas mais difíceis são elucidados. De uma forma simples, sem palavras estranhas e sem rodeios, com um mero exemplo do nosso cotidiano. Margaret Thatcher, simplificou assim, o óbvio: não existe milagre para o equilíbrio financeiro de um país, assim como, não existe milagre para a saúde das contas de uma casa. A solução será sempre matemática. Entre créditos e débitos, o valor do primeiro deverá sempre superar o segundo, ou, ao menos serem iguais.

Esse é um dos grandes males do nosso Brasil: desconsiderar o que alimenta a máquina pública e o quanto ela gasta para se manter. Ousaria dizer, que em algum momento, ao menos para a minha geração, faltou debater muita coisa na escola. E, como não tínhamos a internet para navegar, ou éramos autodidatas em política e economia nas bibliotecas, ou deixávamos para lá essa história e nos empenhávamos em assistir as novelas da Globo. Uma geração, quase que inteira, não se preocupou para que serviam os impostos ou quanto de seu trabalho escoava para o governo. Nem sequer pensou quem pagava o salário dos políticos, ou, o porquê de “congelar” os preços de qualquer coisa, vai fazer essa coisa vir a faltar nas prateleiras em algum momento. O significado da corrupção era algo vago. Na verdade, essa palavra nem conhecida era. Lembro-me que, quando estouraram os escândalos da Lava Jato, se ouvia falar sempre: “eu sabia que se roubava, mas não sabia que era tanto!”

Mas, essa realidade vem finalmente sendo debatida pela população. Estamos, por assim dizer, mais próximos “de entender os problemas de cuidar de um país”. No Reino Unido, no país das princesas, a “Dama de Ferro” exerceu o cargo de primeira-ministra, entre os anos de 1979 e 1990 e tentou fazer a sua lição de casa, cortando gastos e incentivando o aumento da produção do país. Thatcher introduziu uma série de iniciativas destinadas a reverter o alto desemprego. Suas políticas econômicas enfatizaram mercados de trabalho flexíveis, a privatização de empresas estatais e a redução do poder e influência dos sindicatos. Mas, esse caminho não foi imune de sofrimento. Mudar a rota de colisão de qualquer nação, mesmo sendo ela dita de primeiro mundo, mexe com estruturas de grupos muito poderosos e também mexe com uma parcela da população que se habituou com um governo que tudo dá. Esse é um paralelo perfeito ao nosso Brasil brasileiro.

Margareth Thatcher morreu no dia 8 de abril de 2013 e o seu trabalho político tem muito a ensinar a todos. No seu último discurso no parlamento britânico, ela disse que “o problema do socialismo é que você, no fim das contas, esgota todo o dinheiro dos outros”. É novamente matemática pura e simples. E, por incrível que pareça, líderes como a Dama de Ferro que refutam a couraça do populismo, são como que, vozes no deserto. Poucos e corajosos.

Que as efemérides da vida nos ajudem a construir dias sempre melhores!

Um cordial abraço!

Ingrid Ulbrich
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