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A disposição e a vitalidade da cozinheira são-mateuense

Eroí do Carmo Franco é uma cozinheira de mão cheia, que divide suas experiências culinárias cheia de disposição aos 69 anos de idade. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Com certeza até o fim desse texto você vai estar com vontade de comer uma lasanha, um pierogi ao molho branco ou vermelho, um macarrão caseiro à bolonhesa ou aquele pastelzinho quentinho feito na hora, portanto, é aconselhável que essa matéria seja lida logo após a refeição porque aí a nossa consciência ficará menos pesada por lhe fazer passar vontade. Se você está grávida então… Vish! Que dó do seu companheiro que vai precisar correr atrás das delícias feitas por Eroí do Carmo Franco, uma das cozinheiras mais queridas de São Mateus do Sul.

No auge dos seus 69 anos de idade, Eroí esbanja vitalidade. Além de cuidar dos afazeres de sua casa, ela ainda trabalha como doméstica na casa de alguns conhecidos durante os dias da semana, e no final dela, coloca seu avental e a mão na massa (literalmente), e cozinha em casamentos ou em serviços voluntários na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Sou aposentada mas não consigo ficar parada”, admite. Nascida na comunidade de Pontilhão, interior de São Mateus do Sul, Eroí conta que ela e os 13 irmãos desde cedo ajudavam a família, principalmente na lavoura. “Plantávamos feijão, milho, mandioca e erva-mate”, relembra. O ânimo para o trabalho sempre esteve presente em sua vida.

Casada há 46 anos com Ivo Franco, Eroí é mãe de três filhos, Aurélia, Daniel e Liliane, e avó de quatro netos. Aos domingos a família toda se reúne para confraternizar os bons momentos e valorizar ainda mais o laço de união entre eles. “Chega fim de semana e eu sei que todo mundo vai estar junto aqui em casa”, diz a mãe orgulhosa pela família construída.

Eroí trabalhou como cozinheira no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Casulo, onde cuidava da alimentação das crianças que passaram pela instituição nos 26 anos que exerceu a sua profissão na creche. “Eu gostava muito da rotina. De manhã preparava o café, depois fazíamos o almoço, e na parte da tarde tinha o lanchinho”, conta. A sexta-feira era o dia da semana que a criatividade na cozinha era mais utilizada, e os bolos de chocolate com as lasanhas entravam no cardápio que animavam os alunos.

Após o serviço na Prefeitura Municipal, Eroí aceitou o convite para ser a cozinheira oficial do Padre José, que na época atuava na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Recebi o convite e trabalhei por 10 anos preparando as refeições ali na Paróquia”. Ela relembra que até hoje quando encontra o Padre ele comenta que sente falta do tempero e das receitas feitas por Eroí. Hoje o voluntariado de trabalho nas festas da igreja soma-se 32 anos. Sabe aquele pastel preparado na igreja? A massa passou pelas mãos da são-mateuense, que afirma que cozinhar é uma das coisas que mais gosta de fazer.

Além disso, Eroí é uma das responsáveis da cozinha em uma empresa de festas de casamentos. “Já cozinhei para mais de 120 pessoas sozinha e dei conta de tudo”, comenta orgulhosa. Mesmo diagnosticada com artrose, o médico elogia o ânimo que realiza todos os serviços, pois se não fosse essa disposição, hoje ela poderia estar impossibilitada de realizar alguns movimentos.

Eroí cozinha, produz massas caseiras e sempre se reinventa nas receitas. “Cozinhar para mim é como se fosse uma terapia. Minhas filhas até falam para eu não ficar exagerando, mas eu não consigo ficar parada. Amo muito o que eu faço”, garante.

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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