(Imagem Ilustrativa)

Aceite o meu convite. Saia do teu corpo e venha voar comigo nas asas do vento. Venha ver a dor e a miséria, a violência e o desamor que existe em torno dos nossos passos.

Venha ver a miséria que existe nas vielas de Shangai, nos bairros pobres de Pequim e na periferia de Nova Iorque ou Paris. Venha observar comigo a fome nos campos de refugiados das guerras civis, ou do povo do Sudão e em quase toda a África faminta.

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Aqui, no nordeste do Brasil, a seca castiga a terra e a sede, e a fome castiga homens, mulheres, crianças e animais. Nas cidades, por toda parte há crianças abandonadas nas ruas, implorando com os olhos tristes uma mão salvadora que as tirem da lama da marginalidade e do desamor, da falta de dignidade de viver.

Enxugue as lágrimas que escorrem pelas faces dos sofredores, e faça-o em nome da tua fé religiosa, ou em nome da dignidade da vida. Você que é mulher e mãe, ao beijar seu filho, que o seu beijo seja imenso, e sinta que com ele você está beijando todas as crianças do mundo, todos os rostos infantis que você possa imaginar.

Não importa onde mora a dor. Não importa que seja nos pampas argentinos, na selva amazônica, no gelo da Sibéria, nas montanhas do Tibet ou nas megalópoles como Londres e São Paulo. Acredite: nós somos responsáveis por quem sofre e temos que balsamizar essa dor. Enquanto houver uma pessoa doente, faminta, abandonada, oprimida, injustiçada, somos responsáveis por ela e não temos o direito de descansar.

Isto, e o fato de que as pessoas oprimidas, sofredora, injustiçadas, famintas, sem um teto sobre a cabeça, pode ter sido nosso parente consanguíneo, um pai, mãe, ou um amor que ficou para trás nas curvas do tempo, nos foi ensinado pela Doutrina Espírita, e é por isso que ela é o alicerce de uma nova civilização, a plataforma das futuras conquistas da humanidade.

Essas conquistas não são guerreiras. São pacíficas, porque são conquistas da fraternidade, pedra angular da felicidade humana na Terra. Vamos construir um mundo melhor, vamos partilhar o amor.

Por Amilcar Del Chiaro Filho

Oscar Okonoski
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