Os Caminhos do Desenvolvimento

A Era das Startups

Startup é um termo que começou a ser popularizado nos anos 90, mas é nos últimos anos que vem ganhando força, designando empresas recém-criadas e rentáveis que buscam inovação em qualquer área ou ramo de atividade, desenvolvendo um modelo de negócio que seja escalável ou repetível. Para muitos, o nome ainda é novidade e está distante de uma fácil compreensão, o que não acontece aos jovens dessa geração que parecem já ter nascidos conectados e criando infinitas possibilidades de interação entre aplicativos e novas tecnologias. Uma empresa startup desponta com um projeto muito promissor e atinge um grande número de clientes, gerando lucros em pouco tempo e custos reduzidos.

Para entendermos um pouco mais da importância desse mercado para a economia brasileira, segue abaixo recente matéria da Revista Exame: “O volume de recursos aportados em startups brasileiras vem crescendo 30% ao ano desde 2011 — em cinco anos, superou 1,3 bilhão de dólares, segundo a Lavca, associação de fundos com atuação na América Latina. Uma crise econômica costuma ser catalisadora de startups. Num momento em que o resto da economia precisa ganhar eficiência para lidar com receitas em queda, ganham espaço as empresas inovadoras, enxutas por natureza. Foi assim nos Estados Unidos.

Em 2008, em meio à recessão causada pelo estouro da bolha imobiliária, engatinhavam negócios como o Uber, aplicativo que possibilita o compartilhamento de veículos, e o Airbnb, que permite alugar quartos de particulares. Juntas, as duas empresas valem hoje quase 100 bilhões de dólares. No Brasil, negócios inovadores têm também encontrado um terreno fértil. Com uma diferença em relação à experiência americana: lá, as startups surgiram num cenário de acesso quase universal à internet. Aqui, apenas metade dos 200 milhões de brasileiros está conectada à rede. Mesmo com muita gente ainda para entrar nesse mercado, o país já é a quinta maior economia digital.

Com uma população hiperativa nas redes sociais, o Brasil está entre os três principais mercados para Facebook, Google e Twitter. Em meio à transição tecnológica de PC para celular como porta de acesso a serviços online, o país tem o maior número de celulares por habitante no mundo. ‘Olhando para frente, isso só deve melhorar o ambiente para startups no Brasil’, diz Julie Ruvolo, diretora de investimentos da Lavca, em São Francisco. Não por acaso, o Google inaugurou em junho, em São Paulo, o Campus, espaço para abrigar empresas de tecnologia. É a sexta unidade no mundo. ‘Só países com alta taxa de criação de startups, como o Brasil, recebem esse tipo de investimento’, afirma André Barrence, diretor do Google Campus no Brasil. Com a crise, muitos profissionais qualificados trocaram a gerência em grandes empresas pela abertura de um negócio de tecnologia.

Segundo a Endeavor, instituição de apoio ao empreendedorismo, cidades médias, como Florianópolis, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e São José dos Campos, no interior paulista, figuram entre os melhores berçários para empresas de tecnologia no país. A novidade é que o apelo das startups existe até mesmo em cidades distantes de centros universitários consolidados. Uma evidência disso são programas como o Like a Boss, do Sebrae, que treina gente disposta a abrir um negócio de tecnologia. Desde o início, em 2013, mais de 2?500 empreendedores passaram pelo programa, que teve turmas em cidades como Rio Branco, no Acre, Pato Branco, no Paraná, e Juazeiro do Norte, no Ceará. ‘A ideia é começar um ecossistema e estimular os pioneiros a ensinar outros interessados a ter uma startup’, afirma Marcio Brito, coordenador do Sebrae.”

Ingrid Ulbrich
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