(Imagem Ilustrativa)

No livro, a escolha de Sofia, o escritor Willian Stiron narra a história de Sofia Zawistowki, uma polonesa sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, que foi presa sob acusação de contrabando, juntamente com seus filhos, um menino e uma menina em tenra idade.

No campo de concentração, a tirania de um comandante nazista, forçou Sofia a fazer uma escolha terrível, o oficial deu a ela a opção de um de seus filhos não ser morto, desde que ela escolhesse o qual viveria e qual seria morto nas câmeras de gás.

Quando eu li esse livro, eu imaginei que não existiria tortura maior que essa, e desejei que nunca alguém tivesse que fazer tal escolha. Mas nesse exato momento que o prezado leitor está lendo essa coluna, em algum hospital do Brasil, um profissional da medicina, está tendo que decidir sobre quem vai ocupar a próxima vaga de UTI entre os inúmeros pacientes da fila.

O critério usado é, atender aquele paciente que tenha mais chances de sobreviver e que tenha maior perspectiva de vida, então pelo protocolo, serão atendidos primeiro os mais novos e sem morbidades.

Tão terrível quanto foi pra Sofia, está sendo para esses médicos agora, porque eles também sabem, que os mais novos e saudáveis, são os que menos respeitam as medidas sanitárias, são os mais novos e saudáveis que participam das festas clandestinas que a mídia mostra, e que depois de infectados terão preferência no atendimento.

De fato, não é uma escolha agradável, e que faz desses profissionais, entes merecedores de nossas preces e de nossas melhores vibrações de energias e coragem para esse enfrentamento.

O meu desejo é, que cada um de nós, façamos a nossa parte, no sentido de evitar a crescente propagação desse virus, usando máscara, não aglomerando, higienizando as mãos constantemente, e que o bom Deus nos proteja.

Oscar Okonoski
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