(Foto: Imagem Ilustrativa)

Quando criança, uma das coisas que eu mais queria era avistar a Estrela Guia, aquela que orientou os Reis Magos para que encontrassem o Menino Jesus. Assim, quando chegavam os dias que antecediam o Natal, eu olhava para o céu insistentemente a procurando.

Entre todos os enfeites da Árvore de Natal, o que mais me chamava a atenção era justamente a Estrela e eu aguardava ansiosamente o dia em que eu pudesse colocá-la no alto do pinheirinho, quando da montagem da minha Árvore.

Bem, em 1972 não tínhamos Internet e por consequência o Google, assim, não consegui explicações por não encontrar a Estrela Guia nos céus de minha cidade, aqui mesmo no Sul do Paraná. A única informação que eu tinha era a descrita em Mateus 2:1-4, lida pela minha professora de catequese, minha tia, que dizia: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ao ouvir isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.”

Então, se o Natal se repetia a cada ano, eu acreditava que a Estrela também deveria ressurgir. Hoje, mesmo com o Google disponível, que reúne muitas das informações disponíveis sobre o tema, ainda não temos uma explicação para o registro bíblico que muitos vinculavam com a Profecia da Estrela.

Nestes mais de vinte séculos, muitos, aí incluídos cientistas, tentaram associar o surgimento da Estrela com algum fenômeno físico, mas as incertezas quanto a precisão de datas torna um pouco mais difícil o encontro de uma explicação que não seja pela fé.

Alguns imaginavam que a Estrela de Belém pudesse ser uma supernova ou um cometa. Eu e minha mãe, por exemplo, fabricamos muitas estrelas em isopor pintado e enfeitado, que tinham uma cauda de cometa. As vendíamos na época do Natal.

Outros a associavam com fenômenos astronômicos, como o que acontecerá neste dezembro de 2020. Entre os dias 16 a 21 ocorrerá um alinhamento entre Júpiter e Saturno e que também aconteceram por volta de 4 a 2 a.C. A quase conjunção poderá ser vista de quase todo o mundo, sendo mais visível em pontos próximos da linha do Equador, após o pôr do sol.

Uma aproximação de Júpiter e Saturno acontece a cada vinte anos, mas uma distância menor como a que veremos, aconteceu em 1623. A anterior em 1226, portanto, um fenômeno raro.

Pois bem, o surgimento da Estrela, Há mais de 2020 anos foi um marco para a história. Como eu disse, não há como precisar fatos ou explicar tais acontecimentos, senão pela fé. Como dizem, a história é uma fábula que contém a versão de quem a contou ou escreveu. Independente disso, tomara que o surgimento da “estrela” nos sirva de um fio de esperança para que novos e melhores tempos surjam, que deixemos para trás este momento crítico para a vida de todos os habitantes do planeta.

Olhemos para o horizonte nos próximos fins de tarde e, independente de nossas crenças, peçamos uma chance de recomeço. Temos um sinal!

Adnelson Borges de Campos
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