(Imagem Ilustrativa)

O programa Fantástico, da Rede Globo, nas primeiras três semanas de setembro de 2019, apresentou a série “Quem é meu pai?”, um quadro onde pessoas buscam desesperadamente pelo pai. Sim, para guiar seus passos, a maioria das pessoas ainda precisa da referência paterna. O mesmo vale para a figura materna.

Se fizermos uma visita a um orfanato e perguntarmos a uma criança um pouco crescida o que ela mais quer, é provável que ela nos diga que gostaria de afeto, de proteção, de companheirismo e construção de um futuro. Quer uma família. E é possível que ela prefira uma tradicional, que seja formada por um pai, uma mãe e irmãos, pois é da natureza humana, além de fazer parte da cultura, dos valores da maioria dos povos. Entre os animais também é natural um macho, uma fêmea e seus filhotes.

Caso ela não tenha a opção de adoção por uma família tradicional, com certeza aceitaria a atenção de uma família alternativa.

É importante lembrar que uma criança gerada ou acolhida, nos seus primeiros anos de vida, não tem como decidir por conta própria a que tipo de família pertencer. Somos nós adultos, nas mais diversas condições e papéis, que decidimos por elas. Assim, temos o dever de preparar-lhes um bom caminho.

Quando se discute a questão dos novos tipos de família, quase sempre se faz uma comparação ou contraposição com o chamado modelo de família tradicional. A Revista Crescer, em dezembro de 2018, em reportagem, apresentava dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, apontando que a família tradicional brasileira, formada por um pai, uma mãe e seus filhos, representou 58% dos lares brasileiros em 1995. Dez anos depois representava 43% das famílias. Separações, divórcios, acúmulo ou substituição de papéis há muito já existem. Podemos então concluir que o grupo das famílias tradicionais ainda é muito representativo, se avaliadas as diversas composições possíveis.

Mais importante do que sua composição, é o papel que a família tem na formação do cidadão, pois promove a educação dos filhos e influencia o comportamento dos mesmos no meio social. É na família que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações.

Não é feio fazer parte de uma família tradicional. Não há demérito em compor uma família alternativa. Cada grupo faz a sua escolha e precisa respeitar a opção do outro. O mais importante é o acolhimento. É podermos responder a essa pergunta tão simples: “Quem é seu pai?”.

Adnelson Borges de Campos
Últimos posts por Adnelson Borges de Campos (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Modernidade líquida, ou gasosa?
Algoritmo
Referências