Histórias de Terra e Céu

A Fúria do Sol

Imagem: www.blogeekup.blogspot.com

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Nós que moramos em São Mateus do Sul estamos há semanas nos perguntando: “Por onde anda o Sol?”. O astro-rei parece ter tirado umas férias, deixando apenas nuvens e muita chuva tomando conta do céu. Mas saiba, amigo leitor, que se o Sol não tem dado as caras por aqui, é porque ele está aprontando das suas no outro lado do planeta! Vamos a esta história.

Imagine que você está viajando de avião pelo belo céu de um país nórdico, quando o piloto avisa que precisarão fazer um pouso de emergência porque os controles da aeronave enlouqueceram. Mas aí você descobre que todos os aviões que estão no céu também terão que fazer pousos de emergência, pois a mesma loucura tomou conta dos sistemas automatizados de todas as aeronaves e, para piorar, as torres de comando também não conseguem enxergar nenhum avião no céu, pois seus radares igualmente enlouqueceram… Este cenário maluco ocorreu na última semana, na Suécia e em outros países do extremo norte da Europa. E a causa foi, simplesmente, o Sol!

Por volta das 11h (horário de Brasília) do dia 04 de novembro, a Terra foi impactada por uma grande tempestade solar. Os ventos solares, que chegaram a 700 km/s, geraram três ondas de choque, carregadas com partículas eletromagnéticas, instabilizando a região da ionosfera. O evento durou 72 horas e nos deu uma bela amostra de como o Sol pode nos afetar nos dias atuais.

Tempestades solares não são raras. A cada 11 anos o Sol entra em um ciclo de grande atividade, caracterizado pela aparição de muitas manchas solares, o aumento da velocidade dos ventos solares e o bombardeio de partículas eletromagnéticas. Mas se isso acontece a cada 11 anos, por que estamos sofrendo mais com isso nos dias atuais? O motivo é simples: nossa vida atualmente é muito dependente das telecomunicações. Fazemos tudo por computadores, celulares, internet, sempre dependendo de satélites, e estas tecnologias são realmente as mais impactadas durante uma tempestade solar.

Se eu estivesse escrevendo esta coluna, por exemplo, há trinta anos, certamente estaria datilografando em uma máquina de escrever e depois levaria a mesma até o escritório da Gazeta Informativa onde a minha amiga Thaís montaria a página e levaria para uma tipografia… Hoje eu digito em um computador, busco a ilustração na internet, mando por e-mail para a Thaís, que usará outro computador com softwares de editoração, e depois ainda publicará a coluna no site. Ou seja, uma tempestade solar, que nem sentiríamos no passado, hoje inviabilizaria uma tarefa simples como a geração desta coluna. Imagine as transações bancárias, as ligações por celulares, as transmissões de TV etc…

Por enquanto apenas os suecos foram afetados por isso, mas posso apostar, amigo leitor, que durante a nossa vida, muito em breve, todos nós sentiremos algum impacto destas tempestades solares… Mesmo sem ver o Sol em nossa São Mateus!!!

Até a próxima semana e céus limpos para todos nós!

Gerson Cesar Souza
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