Vacina Sputnik V ainda sem liberação. (Fotos: Divulgação)

O Brasil está realizando um grande esforço para a aquisição de vacinas para a imunização da população o mais rápido possível, para que possa reduzir o número de contaminados e mortos pelo Covid-19.

O Ministério da Saúde prevê ter, até o final do ano, cerca de 575 milhões de doses da vacina contra o Covid-19 e essa informação foi apresentada numa audiência no senado no dia 4 de maio. Desse total, 414,9 milhões de doses já foram contratadas e outros 161 milhões estão sendo negociadas. As vacinas são AstraZeneca/Oxford, Coronavac, Covaxin, Sputnik V, da Pfizer, Janssen e Moderna. Também existe a possibilidade de as vacinas nacionais entrarem nessa conta, como a Butanvac do Instituto Butantan.

As negociações mais difíceis têm sido com as vacinas da Moderna e da Sputnik V. As primeiras necessitam, como a maioria, de duas doses para a completa eficiência, mas o problema está no custo, que varia de US$ 50 (R$ 270,00) a US$ 74 (R$ 400,00) cada dose. Já a vacina Sputnik V está tendo problema para obter a liberação do seu uso no Brasil por falta da apresentação de documentos referentes a testes exigidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que possa ser utilizada aqui.

Frascos das vacinas devem ser inutilizados, evitando fraudes.

As vacinas que já foram aplicadas no Brasil têm valores bem menores do que as da Moderna. A conhecida Coronavac foi adquirida por R$ 58,20 a dose, enquanto a AstraZeneca custou R$ 30,00. Por esse motivo, setores do governo estão avaliando a compra dos imunizantes da Moderna.

Alerta em todo o Brasil

Um alerta que partiu do Ministério Público do Rio de Janeiro e que deve servir para todo o país é referente ao descarte dos frascos utilizados com as vacinas contra a COVID-19, pois as ampolas vazias estão sendo vendidas no mercado negro e utilizadas para a comercialização de vacinas falsas. Essa prática já foi constatada, apesar de todas as divulgações de que as vacinas são gratuitas e fornecidas pelo Ministério da Saúde, muitas pessoas têm adquirido as falsas em frascos verdadeiros. Quadrilhas especializadas em falsificações adquirem essas ampolas vazias que foram utilizadas e conseguem ludibriar as pessoas. Segundo o MP do Rio de Janeiro essas embalagens devem ser inutilizadas para evitar novos usos.

Quebra de patente

O Brasil passou a apoiar as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a quebra temporária das patentes de vacinas contra o Covid-19. O Governo Federal obteve autorização do Senado e o Brasil se junta a outros países, incluindo os Estados Unidos que numa atitude inédita apoia um acordo multilateral que permitiria a quebra temporária de patentes. Com essa permissão será possível ampliar a produção e distribuição de insumos e vacinas para mais países e em menos tempo.

A população não pode escolher a vacina que irá tomar.

Essa posição de flexibilização dos Estados Unidos e de vários outros países, incluindo recentemente o Brasil, poderá contribuir muito para o combate a pandemia do Covid-19 em todo o mundo. O governo norte-americano justificou sua inédita conduta, por conta dessa pandemia ser uma crise e uma ameaça sanitária global, o que pede por ações extraordinárias, apesar de acreditar muito na proteção da propriedade intelectual.

Mais de 100 países já apoiavam essa flexibilização até o final do ano passado, mas os desenvolvidos se colocaram contra. Agora, com o apoio dos Estados Unidos, a OMC deve rever essa posição.

Hugo Lopes Júnior
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