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A história da colunista, mãe e “sweet child”

Jéssica trabalha na monitoria, atendimento e pesquisa no Museu Egípcio Rosacruz. Conheça a vida da colunista Jéssica Kotrik Reis Franco, autora da coluna Máquina do Tempo do jornal Gazeta Informativa. (Fotos: Arquivo Pessoal/Gazeta Informativa)

Admiradores de um bom fato verídico se identificam com as histórias contadas na coluna “Máquina do Tempo” escritas pela são-mateuense Jéssica Kotrik Reis Franco. Dentre os temas mais esperados durante e edição, os fatos que marcaram a vida de nosso município são mencionados nas histórias que remetem a uma verdadeira viagem no tempo.

Hoje vamos conhecer um pouquinho sobre a vida da jovem colunista, que atualmente reside em Curitiba (PR). Nascida e criada em São Mateus do Sul, Jéssica é a irmã mais velha entre os filhos de Ivanir Kotrik Reis e Jefferson Guimarães Franco. Teve uma infância regada a brincadeiras, desenhos animados e muita história para contar. “Eu era bem moleca. Passei minha infância brincando na rua, na Vila Pinheirinho”, lembra.

Um de seus divertimentos favoritos quando criança era brincar de professora. Sendo influenciada também por familiares que atuavam no ramo, Jéssica conta que no final da aula separava os pedacinhos de giz que sobravam das professoras, levava para casa e brincava em seu quadrinho. “Minha mãe comentava que eu vivia falando com meus ursinhos de pelúcia como se eles fossem meus alunos”, relembra.

Além de ter essa infância marcada por momentos singelos, a menina era fã dos desenhos “A Caverna do Dragão” e “O Fantástico Mundo de Bob”, que remetem ao sentimento de saudade do tempo que residia no município. Aos 11 anos foi embora pela primeira vez para Curitiba, a qual residiu por um tempo, e aos 18 anos retornou para a capital paranaense.

O motivo para sua primeira mudança para a capital se deu por um tratamento sério de coluna. Desenvolvendo problema de escoliose, a jovem passou por três cirurgias para amenizar a complicação, e hoje possui 13 pinos na coluna. Jéssica comentou que essa fase de sua vida foi bastante complicada, e apoia o conhecimento das pessoas sobre esse sério problema que muitas vezes é deixado de lado. “Quem passou por isso sabe o quanto é difícil. Tenho uma forte gratidão pela minha mãe, que me ajudou e muito durante minha recuperação.”

De personalidade forte desde muito jovem, o estilo e a determinação sempre foram adjetivos relacionados à Jéssica, que demonstra até hoje a sua força feminina. “Sempre tive exemplo de minha avó e minha mãe como mulheres fortes”, destaca.

Iniciando os estudos no Técnico em Meio Ambiente, Jéssica realizou estágios no Instituto Ambienta do Paraná (IAP) e também em uma empresa de consultoria ambiental. Durante esse período conheceu muito sobre a legislação e a tramitação para a realização de uma licença ambiental.

Mesmo possuindo interesse nessa área ligada ao meio ambiente, a são-mateuense sempre teve aptidão para matérias na área de humanas, como filosofia, sociologia, geografia, e sua grande paixão: a história.

Com o passar do tempo a vida lhe proporcionou um belíssimo presente: o pequeno Davi. Aos 20 anos, Jéssica se tornou mãe, e essa oportunidade de olhar a vida de outra maneira lhe proporcionou um grande crescimento pessoal. “Eu sou uma mãe nerd”, admite. Ela e o filho possuem uma relação completa de amizade e carinho. Gostam de brincar e assistir juntos filmes de super-heróis. Hoje com 5 anos, Davi possui a mesma personalidade da mãe. “Minha mãe sempre brinca que tem duas ‘Jéssicas’ em casa”, comenta a são-mateuense rindo.

Logo após o nascimento do filho, Jéssica colocou como objetivo em sua vida realizar um curso superior, e para isso, dedicou seu tempo em estudos para conseguir uma vaga na Universidade Federal. Sempre estudando em escola pública, a são-mateuense passou em 7º lugar em história na Universidade Federal do Paraná (UFPR), e está cursando bacharelado e licenciatura. “A história foi meu sonho, este curso na UFPR é um dos melhores e mais antigos do Brasil”, conta Jéssica, e comenta que tem como intuito ser professora e pesquisadora após a sua formação.

O tempo de quem ama uma boa história não para. Após a graduação, Jéssica tem como planejamento continuar os estudos e aprender ainda mais com essa sua formação, e como desejo, pensa em ser autora de livros ligados a história e ficção. Atualmente a são-mateuense trabalha no Museu Egípcio Rosacruz, que fica localizado no bairro Bacacheri em Curitiba, a qual presta serviço de monitoria, pesquisas, elaboração de materiais explicativos e demais atividades oportunizadas.

Sendo uma pessoa bastante espiritualista, Jéssica acredita que Deus se faz presente em cada pessoa. “Penso que a melhor religião que pode existir é o amor. Amor pelo próximo e por aquilo que você faz. Tudo que é feito de bom ou ruim acaba voltando para você.”

Bons repertórios de música fazem parte do cotidiano de Jéssica, que expressa no estilo a sua mensagem de personalidade. “Gosto muito da música Sweet Child o’ Mine do Guns N’ Roses. Quando era pequena, ouvia muito Mamonas Assassinas”, diz.

Quem acompanha suas peripécias na coluna da Gazeta Informativa, não imagina o quanto isso intensifica seu amor pela profissão. “Estar escrevendo sobre São Mateus do Sul e sua história para mim acima de tudo é um aprendizado. A oportunidade de conhecer a história do município e também a história das pessoas é uma experiência e tanto. Aprender é a coisa mais sábia que o ser humano pode fazer.”

Jéssica também se diz muito grata por todos os professores que fizeram parte de sua formação em São Mateus do Sul, e intensifica que não chegaria aonde está sem a ajuda e o conhecimento adquirido com eles. “Eu não tenho vergonha das minhas origens, mas sim muito orgulho! Por mais longe que queremos ir, jamais devemos esquecer como tudo começou. São Mateus do Sul é uma cidade incrível, cheia de histórias. Tenho uma relação de amor com essa cidade”, encerra.

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