(Imagem Ilustrativa)

Que começo de ano o Brasil está passando. Centenas de óbitos em Brumadinho, os 10 jovens mortos no incêndio no centro de treinamento do Flamengo e uma grande voz do jornalismo que se calou, Ricardo Boechat, vítima de um acidente de helicóptero. Perdas de pessoas importantes para um país e também àquelas que foram importantes para alguém.

Isso tudo faz pensar que não somos criados para lidar com a morte repentina e muito menos a pensar que um dia chegará a nossa vez, de maneira ou outra. Há religiões e crenças que tratam do assunto, envolvendo a fé na vida após a morte. Mas não podemos esquecer daqueles que acreditam que a morte é o fim. Apesar das diferenças de pensamento, ainda existe um tabu gigantesco quando o assunto é falar sobre a morte, principalmente quando ela chega sem nem avisar, e leva pessoas cheias de vida como os casos citados.

Quando alguém está passando por problemas de saúde, a família já vai se preparando psicologicamente à lidar com o inevitável. Mas e quando alguém estava bem? Com planejamentos, ideias e indo em busca dos seus sonhos? Sejam em desastres, incêndios ou acidentes, todas essas vidas estavam de mangas arregaçadas para conseguir uma qualidade de vida melhor: os funcionários da Vale em Brumadinho, o caminho sendo traçado para a vida no futebol ou uma viagem de helicóptero rumo à uma palestra de trabalho.

De qualquer forma, o lado cultural pesa bastante quando o assunto é a morte, principalmente para as novas gerações, que evitam tocar no assunto. Acredito que o problema do ser humano é pensar que é imortal. Olhando tudo isso que está acontecendo, na edição dessa semana produzi uma matéria muito especial que retrata a preparação de uma “boa morte”. Você irá conhecer como funciona as “Diretivas Antecipadas de Vontade”, e quem sabe, discutirá sobre esse assunto nas rodas de conversa entre amigos. Não evite de falar sobre a morte, e pense sobre ela.

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