Espaço do Leitor

A necessidade do jornalismo

(Imagem Ilustrativa)

As redes sociais proporcionam uma via de mão dupla para os usuários. Enquanto possibilita um sem-número de informações precisas e verificadas – sem falar em conteúdo de diversas áreas do conhecimento –, também dá a possibilidade de qualquer sujeito publicar as coisas mais absurdas como se fossem uma verdade irrepreensível. As redes sociais online são uma espécie de ágora contemporânea, onde os mais diversos temas são debatidos e tomam repercussão além-mídia. Populares grupos de “denúncias”, onde o cidadão coloca-se no lugar do gatekeeper, pensando ser o super herói que salvará o dia, pode ser substancialmente prejudicial caso não conte com a perícia de um jornalista.

Umberto Eco (1932-2016), disse-nos que “a internet dá voz a uma multidão de imbecís”. Não me cabe, aqui, ser imperativo quanto a frase, mas a observação não deixa outra alternativa. Nunca antes na história da humanidade foi tão fácil expor uma opinião para um grande número de pessoas; o problema é que muitas vezes a exposição acaba deficiente de elementos factíveis, comprometendo todo o discurso.

Quando um (bom) jornalista se presta a uma apuração, procura seguir os padrões de noticiabilidade, verificar as fontes, procurar informações complementares, verificar desdobramentos; ainda assim, cai no dilema ético de publicar ou não uma boa matéria que pode afetar negativamente pessoas que não devem à opinião pública. A cruzada deste ano parece ser contra as chamadas fake-news, que se multiplicam como um vírus pela rede. Vale frisar que o fenômeno das notícias falsas não é novo, existe desde que há comunicação. Tobias Peucer, autor da primeira tese de doutorado sobre jornalismo, alertava que o compromisso de quem escreve notícias é com a “verdade” – deixemos de lado por ora a discussão sobre este conceito –, e que a divulgação de uma informação falsa leva à geração de uma opinião falsa pelo leitor. Eis que tudo o que sabemos sobre o mundo atual chega-nos através do jornalismo. Não se pode deixar que as paixões individuais (sejam quais forem) sejam sobrepostas a um trabalho credível.

Quando se afirma que tudo está errado, é necessário fundamentar a acusação, despir-se das convicções preconcebidas e aceitar que os fatos nem sempre são como se queria que fossem.

Em nações razoáveis, a leitura de jornais é substancialmente superior com relação aos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. É o reflexo do esclarecimento de um povo que percebe como e onde deve buscar informações.

Artigo escrito e enviado pelo leitor Alexandre Stori Douvan. Envie o seu texto também. É só entrar em contato com o jornal. O espaço é gratuito!

Redação do jornal Gazeta Informativa

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