Política e Cidadania

A participação dos jovens são-mateuenses na política

Pesquisa realizada pelos alunos dos terceiros anos do Colégio Estadual Duque de Caxias entrevistou adolescentes entre 16 e 18 anos. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Os alunos dos terceiros anos do ensino médio do Colégio Estadual Duque de Caxias, de São Mateus do Sul, promoveram entre os meses de junho e julho de 2018, uma pesquisa sobre a participação dos jovens na política brasileira e nas eleições, e apresentaram os dados obtidos junto ao III Café Sociológico promovido pelo colégio no mês de agosto.

A pesquisa foi idealizada pelo professor Reginaldo Marques junto aos alunos que por sua vez foram à campo entrevistar os colegas, alunos de outras instituições e a comunidade em geral dentro da faixa etária estipulada, jovens com idade entre 16 e 18 anos.

De acordo com o professor orientador, a pesquisa está vinculada ao conteúdo da disciplina de Sociologia, bem como da temática debatida no Café Sociológico. “O objetivo foi verificar o posicionamento dos jovens acerca da importância do voto.”

As entrevistas foram realizadas de forma anônima com o preenchimento de um formulário com 3 perguntas que tinham algumas alternativas de respostas, sendo elas: você acredita que adolescentes entre 16 e 18 anos estão aptos a votar?; pretende votar nas próximas eleições?; se não pretende votar nas próximas eleições, qual o motivo?

Segundo a aluna Renata Evanieli Lelinski da Silva, 17 anos, uma das principais participantes da pesquisa e responsável pela apresentação dos dados durante o evento, a entrevista foi feita por cerca de 60 alunos que frequentam o 3º ano do ensino médio do colégio, junto à 433 adolescentes de São Mateus do Sul.

“Quando o professor nos pediu para fazer a pesquisa, de início não valorizamos tanto, mas com o passar de seu desenvolvimento nos deparamos com sua verdadeira importância”, confessa Renata.

Ainda de acordo com a estudante, o aprendizado e o levantamento das questões a serem abordadas foram elencadas pelo livro didático trabalhado em sala de aula e foi de grande valia para seu aprendizado e dos colegas. “Quando nós jovens vamos estudar a política nos damos conta de nossa participação nesse cenário que necessita sim de uma presença maior dos jovens, pois vemos que estão apáticos e não tem muito interesse para esse tipo de ação.”

Reginaldo comenta que embora não seja uma pesquisa ampla por conta do alcance de cada aluno em ouvir outros jovens, houve um “recorte social” demonstrando o que apontava a hipótese: o jovem busca referências para votar, assim como a maioria dos brasileiros se vê desacreditado da política e principalmente nos políticos. Porém, uma parcela considerável dos participantes entendem a importância do voto e da participação da juventude.

“A pesquisa alavanca o debate sobre os temas caros a nós brasileiros, até mesmo quando observamos os apontamentos das respostas de questões éticas”, menciona o professor, que enaltece que entendem-se como práticas de corrupção o fato de alguns indivíduos utilizarem-se de alguns “jeitinhos” para levar vantagens sobre os demais, ao tempo em que não se entende da mesma forma se o assunto for colar na prova ou negociar um trabalho que deixou de fazer em data previamente marcada por exemplo.

Neste sentido, o próprio apontamento da falta de ética indica que ela não reside somente no outro, e a mudança que a maioria deseja precisa começar nas atitudes de cada um.

A aluna Renata comenta com a equipe da Gazeta Informativa que apesar de ter 17 anos e já poder emitir seu título eleitoral, não o fez por não se sentir preparada para exercer seu direito ao voto, principalmente por ainda sofrer a influência dos pais. “Muitos pais se prevalecem na tomada de decisão dos filhos, incidindo no voto. Por isso resolvi não fazer meu título esse ano e não votar nessas eleições, pois quero ter um tempo maior para analisar cada candidato e cada partido, para chegar na minha opinião e fazer realmente valer meu voto. Se os menores de 18 anos não são responsáveis por uma série de coisas e fatores, por que seriamos responsáveis em escolher e eleger um candidato que nos represente?”, completa.

Os resultados da pesquisa

Os 433 adolescentes entrevistados responderam a três perguntas já mencionadas, e ao final da pesquisa os resultados obtidos foram os seguintes:

Primeira pergunta: você acredita que adolescentes entre 16 e 18 anos estão aptos a votar? (246) sim, (170) não, (14) não sei, (3) não respondeu;

Segunda pergunta: pretende votar nas próximas eleitoral? (217) sim, (156) não, (45) não sei, (14) não respondeu;

Terceira pergunta: se não pretende votar nas próximas eleições, qual o motivo? (33) preguiça, (71) desconhecimento dos candidatos, (11) falta de tempo, (41) outro.

Alexandre Müller
Alexandre Müller

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