Cidade

A Rua do Mate está mais próxima de se tornar realidade

Projeto que visa a criação de uma rua coberta beneficiará os membros da Feira Livre do Produtor
e fomentará ações e atividades culturais, artísticas e comerciais em São Mateus do Sul. (Imagens/Projeto)

Toda a movimentação correlacionada a erva-mate em São Mateus do Sul foi fomenta por empresários que compunham o Conselho do Jovem Empresário (CONJOVE) em 2012, grupo este ligado a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS).

O trabalho dos jovens empresários iniciou com o desafio proposto pela ACIASMS de focar em algo que trouxesse benefícios a nossa cidade. “Nosso grupo se uniu e decidimos que a cidade precisava de uma identidade, pois até então era apenas conhecida como capital polonesa, do xisto e da erva-mate, mas nada era impulsionado de fato. Nosso objetivo foi definir o tema que teria a maior identidade com a cidade e que oferecesse um potencial maior”, afirmou Caciano Sousa, hoje presidente do CONJOVE.

Nasceu assim o projeto: “Despertar do Ouro Verde”, sendo escolhida a erva-mate devido seu envolvimento peculiar e de uma área abrangente muito grande no município, e ainda com foco na cultura, tradição, costume, culinária, agricultura, no comercial e na área industrial, “sem contar ainda que a história de São Mateus do Sul com a erva-mate tem mais de 130 anos”, complementa Caciano.

Desde 2012 vários projetos e ações foram implementados e realizados pelo grupo, dentre a idealização de uma cartilha alusiva à erva-mate, a qual foi desenvolvida pela Prefeitura Municipal e distribuída aos alunos na rede pública de ensino, a criação do Chimarródromo, o plantio de mudas de erva-mate visando a arborização da cidade e futuramente a criação da avenida e a rota do mate. “O objetivo de implantar a cultura da erva-mate no cotidiano do são-mateuense, principalmente dos jovens está sendo conquistada, pois nunca se viu tantos jovens tomando chimarrão e tereré, depois do Chimarródromo”, destaca Caciano que ainda objetiva disseminar o título de Terra da Erva-mate, recém conquistado junto ao legislativo estadual.

Uma das ideias do grupo nasceu quando os jovens empresários são-mateuenses em visita a cidade de Nova Petrópolis no Rio Grande do Sul se depararam com uma praça lotada de pessoas, maioria turistas segundo eles, com um detalhe peculiar, uma rua toda coberta que é utilizada durante todo o ano com diversas utilidades e focos, dentre feiras gastronômicas, culturais, atividades sociais, comerciais, além de uma infinidade de fins. Os olhos visionários dos são-mateuenses brilharam intensamente e dali afirmaram, “nossa cidade precisa ter algo assim!”. Nasceu então a ideia da Rua Coberta que será batizada de Rua do Mate.

Em seguida o próximo passo foi procurar a gestão municipal e apresentar as ideias que foram muito bem recebidas e um importante passo foi dado. Na sequência, acadêmicos são-mateuenses do curso de arquitetura que frequentam o Centro Universitário de União da Vitória (UNIUV) foram convidados a colaborar e criaram o primeiro layout junto da professora, arquiteta e urbanista Geruza Vieira, e deram continuidade até finalizar o projeto arquitetônico.

A Rua do Mate

Dentre os principais objetivos com a criação da Rua do Mate, seus idealizadores e projetores, destacam a alocação de um espaço singular de lazer e cultura para a população são-mateuense, além de propiciar um espaço coberto e adequado para a Feira Livre do Produtor e para apresentações culturais e eventos públicos. Se destaca também a valorização dos edifícios históricos locais: Igreja Matriz e o Colégio das Irmãs, além da integração com o Chimarródromo e a possibilidade de criação de um marco e portal de entrada para a cidade.

Andressa Icker, Bruno Cechinatto, Luiza Baniski, Ana Pábula Lopes, Michele de Sousa, graduandos e acadêmicos em Arquitetura e Urbanismo; Sabrina Marzczaokoski Borges e Thayná P. Petkowicz, graduanda e acadêmica em Engenharia Civil sob supervisão pedagógica e técnica da arquiteta Geruza Vieira, através de um projeto de extensão em parceria com a UNIUV, elaboraram o projeto arquitetônico; elétrico; sanitário; hidráulico; estrutural; de drenagem; viário; levantamento de quantitativos; e orçamento de obra. Além do levantamento planialtimátrico; sondagem de solo; projeto da estrutura metálica; e terraplanagem. “Eles têm boa responsabilidade do que é o projeto hoje”, garante a professora Geruza.

Acadêmicos e formados do curso de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Cívil pela UNIUV. Da esquerda para direita: Bruno Cechinatto, Luiza Baniski, Andressa Icker, Geruza Vieira, Michele de Sousa, Sabrina Marzczaokoski Borges e Thayná P. Petkowicz. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

“É importante para São Mateus do Sul e estamos muito honrados de participar desse projeto e deixar um legado para a cidade com o marco da erva-mate que vem sendo cada vez mais importante. Nascemos aqui e desenvolvemos esse projeto de são-mateuenses para são-mateuenses”, enfatizam os acadêmicos, graduandos e profissionais recém-formados em arquitetura e engenharia que residem em São Mateus do Sul e estudam e estudaram na instituição da cidade vizinha.

O projeto que prevê a reestruturação por completo do trecho que compreende a Avenida Ozy Mendonça de Lima, esquina com as ruas 21 de Setembro e Paulino Vaz da Silva terá um total de 3.284,05 m² de área e 1.315,90 m² de área coberta, que está orçado, segundo os técnicos, no valor de R$ 1.489.170,40.

Hoje o projeto arquitetônico está pronto e precisa ser contemplado com a execução de um projeto estrutural metálico que deve ser realizado por empresa especializada que já está sendo licitada pela Prefeitura Municipal que em seguida repassa o projeto completo ao governo do estado que arcará com os custos, algo já garantido pelo Governo do Estado.

Com todo o processo burocrático vencido, estima-se que as obras possam iniciar entre os meses de julho e agosto, afirma Geruza que prevê a execução da obra num período de 6 meses. “Garanto que haverá um antes e um depois”, garante ansioso o presidente do CONJOVE que menciona, “esperamos que o projeto seja iniciado o mais rápido possível para não termos de reiniciar nossa luta junto a outro governo que assuma a gestão estadual”.

As ideias não param, no futuro o grupo já estima criar um parque histórico da erva-mate, retratando toda a história de nossa cidade focando à cultura do ouro verde, um novo projeto que já está sendo semeado e em breve será de conhecimento de toda a região.

Colaborador

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