(Imagem Ilustrativa)

Neste momento de isolamento social, o home-office ou teletrabalho surgiu como uma grande ferramenta para a manutenção da atividade produtiva.

É claro que fora de um momento especial como este gerado pela pandemia do Covid-19, o teletrabalho foi e será exercido num outro contexto, mas a experiência fará com que empresas e profissionais repensem as suas opções de trabalho, avaliando todos os aspectos, pois não há só pontos positivos em sua aplicação.

É certo que o trabalho em casa traz vantagens como uma maior produtividade, numa fase inicial, gerada por uma maior concentração na execução dos trabalhos. Também gera menor perda de tempo com deslocamentos, menos poluição e maior tempo disponível para outras atividades.

Para as empresas, menores custos com a gestão dos espaços em fábricas e escritórios.

Mas nem tudo são flores ou números. Hoje, nossos jovens já se socializam pouco, mantendo-se presos em casas e apartamentos, conectados às redes sociais, games e a televisão. Passando a trabalhar da mesma forma, terão mais dificuldade com o convívio social, com a vida real.

Relacionamento pessoais serão dificultados e cada vez mais há tendência de aumento da solidão, do estresse e da depressão, fatores que hoje já impactam boa parte da população.

Para quem vive no interior é um pouco mais fácil, mas a maioria da população ainda vive nas grandes cidades. Cidades como Londres, Nova York, Dubai, Los Angeles, São Paulo e Hong Kong, entre as maiores metrópoles do mundo, também estão entre aquelas mais solitárias.

A solidão também pode custar caro. Um estudo de 2017 afirmou que a solidão no ambiente de trabalho custa 3,5 bilhões de dólares para as empresas no Reino Unido todos os anos.

Ficando em casa tendemos a usar mais as redes sociais também, o que podem gerar polarização política e ideológica, influenciada por grupos dominantes nas redes.

Combater esses problemas e garantir produtividade e qualidade de vida aos funcionários das empresas é o grande desafio da área de recursos humanos das empresas.

Segundo artigo publicado pela Revista Exame, em seu site, na data de 26/10/2019, intitulado “O lado sombrio de home office e trabalho remoto: a solidão”, empresas como Yahoo, Bank of America e IBM estão diminuindo ou eliminando seus programas de trabalho remoto e trazendo os funcionários de volta aos escritórios, de acordo com a pesquisa.

Entenderam que é preciso fortalecer a cultura da empresa e aumentar o nível de inovação, diz a NBC News. Embora ferramentas de comunicação facilitem o trabalho remoto, é difícil coordenar grandes equipes e empresas com milhares de funcionários.

Segundo o mesmo artigo, treinamentos e reuniões de planejamento presenciais também são importantes para manter a cultura coesa entre todos os funcionários.

Hoje, me sinto de certa maneira só em meu teletrabalho. Passado este momento de crise e passemos a ter um novo normal, caso continuemos trabalhando em casa, podemos adotar algumas das dicas da palestrante de psicológica da Universidade Bolton, Rebecca Nowland. Ela afirma que quando se trabalha em casa, é preciso fazer com que a socialização seja uma prioridade. Ela recomenda marcar encontros frequentes para tomar um café e conversar sobre a vida, por exemplo. Já a Coach de empresários, a americana Melyssa Griffin compartilha cinco dicas para combater a solidão.

1 – Crie um pouco de barulho: deixe a televisão ligada em volume baixo ou coloque uma música de fundo.

2 – Marque encontros semanais com outras pessoas que trabalham em casa, elas lhe entenderão.

3 – Use as redes sociais: compartilhe pequenas conquistas, vídeos e fotos engraçados.

4 – Trabalhe fora de casa: experimente um outro local uma vez por semana.

5 – Faça uma pausa: saia de casa, dê uma volta pela cidade.

Adnelson Borges de Campos
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