Colunista Gerson Cesar Souza e o fuzil encontrado durante suas pesquisas. (Foto: Acervo Pessoal)

Olá amigos leitores!! Atendendo ao convite da Gazeta Informativa, vamos retomar nossos encontros semanais nesse espaço. É muito bom estar de volta!!! À semelhança da coluna “Histórias de Terra e Céu”, que escrevi por aqui até 2017, vamos ter muito o que conversar sobre a bela história de nossa cidade. Mas, como o nome da coluna já sugere, vamos introduzir um assunto novo em nossos bate-papos: a poesia! Nesse sentido, a coluna “História em Prosa e Verso” se propõe a ser um espaço participativo, para publicar as histórias que você conhece sobre São Mateus do Sul, e também divulgar as obras daquelas pessoas que, mesmo de forma amadora, se arriscam na arte da poesia.

E vamos começar falando de um fato histórico que comemora 125 anos na próxima semana: a Batalha do Rio das Pedras. No dia 15 de janeiro de 1894, uma tropa do governo enfrentou o batalhão de Ulisses Faria na localidade do Rosas, próximo à ponte do Rio das Pedras. O confronto foi registrado em jornais e livros da época, pois o estrategista Ulisses Faria montou uma emboscada perfeita, imputando grande número de mortes aos governistas. Em nossos próximos bate-papos prometo detalhar mais a história da Batalha do Rio das Pedras, explanando fatos que descobrimos na pesquisa recente e que ainda não foram divulgados. Mas hoje faço questão de contar a grande descoberta que fizemos na semana passada: um fuzil utilizado na batalha e que permaneceu enterrado por cerca de cem anos!

Essa “aventura” começou há seis meses, quando meu amigo Sandro Zimny Vitonski me instigou a resgatar os detalhes da batalha do Rio das Pedras. Foi o Sandro também quem teve a ideia de utilizarmos detectores de metais para rastrear o solo do local. Havia muitas perguntas a responder: Quantas pessoas lutaram ali? Quantas pessoas morreram? Qual o local exato da batalha? Como foi o movimento das tropas?

Após a provocação do meu amigo, revirei bibliotecas, li centenas de jornais e livros antigos, acessei mapas da época e levantei informações preciosas. Depois disso decidimos iniciar a etapa de campo. Sandro e eu passamos vários finais de semana explorando a localidade, entrevistando pessoas e rastreando o solo com detectores de metais. Ainda temos muito terreno para rastrear, mas, por termos feito todo esse “barulho”, um tesouro acabou vindo até nossas mãos: fomos informados que o senhor Juca Mayer, ao roçar um terreno no Turvo (área contígua ao Rosas), havia encontrado uma arma enterrada. E ao averiguar a arma, descobrimos que era um fuzil francês Chassepot fabricado em 1866. Voltando a olhar os relatos da Revolução Federalista, encontramos num dos diários das tropas do governo a informação de que os revolucionários usavam fuzis Chassepot.

Ainda temos muito o que falar sobre a Batalha do Rio das Pedras, mas é maravilhoso saber que agora temos uma “testemunha” centenária do conflito. Em breve ela estará restaurada e entregue à Casa da Memória, e você, amigo leitor, poderá conhecê-la pessoalmente. Mas enquanto isso, fica o meu convite: mande para mim sugestões de histórias para publicarmos aqui. Se você faz poesias, mande seus versos também, pois vamos alternar poesia e história local, semanalmente. Como falei no começo de nossa conversa, é muito bom estar de volta.

Até a próxima semana e céus limpos para todos nós!

Gerson Cesar Souza
Últimos posts por Gerson Cesar Souza (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
A “gestação” do nosso Hospital começava há cem anos
Fake News! As “falsas verdades” da História Oficial de São Mateus do Sul
O fotógrafo fotografado…