O jovem Nicolas reside na comunidade do Lageado, localizada na zona urbana de nosso município, e projeta um ano de 2021 mais tranquilo com relação a este período que se encerra. (Fotos: Éber Deina/Gazeta Informativa)

O ano de 2020 irá se encerrar com um sentimento de dever cumprido. As dificuldades e os desafios enfrentados por toda a sociedade, especialmente em função da pandemia de Covid-19 que assolou o país, fizeram com que muitos hábitos e significados fossem alterados, transformando a existência como a conhecemos. A importância da vida, o maior bem de todos, ganhou traços ainda mais intensos, em razão do isolamento social que provocou necessárias alterações em nosso dia-a-dia.

Dentro deste cenário, as diversas relações sociais que compõem a vida das pessoas, passaram a se dar em uma realidade totalmente nova e diferente, não vivenciada antes nem mesmo pelas gerações mais antigas. O trabalho, a escola e a amizade passaram a contar com importantes aliados cibernéticos, afastando fisicamente todos os cidadãos envolvidos, mas aproximando de uma maneira bastante especial para todos. A redação da Gazeta Informativa buscou entrevistar as crianças, o futuro de nosso planeta e de nossa cidade. Suas impressões acerca deste ano conturbado, bem como seus principais desejos para o ano de 2021 estão registrados na reportagem abaixo.

Nicolas, de 7 anos

Nicolas Bianek Polak possui 7 anos de idade e reside na comunidade do Lageado, localizada no interior do município de São Mateus do Sul. Ele comentou sobre as principais características deste ano tão atípico. “Esse ano está muito estranho, por causa do coronavírus não podemos ver nossos coleguinhas de escola, jogar futebol e nem brincar com o meu amigo Davi”, revelou ele.

De acordo com os pais, Nicolas é uma criança bastante ativa e comunicativa, estando ansioso pelo retorno de uma realidade mais tranquila. “Quando a vacina chegar em nossa cidade, vou poder retornar aos treinos de futebol, que eu gosto muito. Quando crescer quero ser jogador de futebol ou piloto de Fórmula 1, são duas coisas que eu gosto muito de acompanhar”, explicou o menino. De acordo com ele, uma viagem até o santuário de Nossa Senhora de Aparecida para agradecer pela saúde de todos, também está dentro dos planos.

Ao ser indagado sobre o que mais espera de 2021, Nicolas foi objetivo. “Espero que em 2021 nós possamos ir para a escola novamente, ver os nossos amiguinhos e estarmos juntos, como era antigamente. Aqui no interior nós temos tomado todos os cuidados necessários, mas eu estou esperando muito pelo retorno das atividades no ano que vem. O que mais sinto falta é dos meus amigos, pois nem brincar juntos nós estamos podendo ultimamente”, finalizou ele.

Murilo e Izadora, de 10 e 9 anos

Os irmãos Murilo e Izadora Pinheiro passaram por uma mudança de realidade significativa há aproximadamente 2 anos atrás. A família residia na zona urbana de nosso município, fato que foi alterado em função da necessidade de permanecer mais próximos de seu avô. Agora eles residem na comunidade do Pontilhão, também localizada em nossa extensa zona rural. “Nós estudamos na escola rural mais próxima e no restante do dia, brincamos das mais variadas coisas, desde correr no mato, até juntar os ovos das galinhas que temos aqui”, revelaram os irmãos.

Os irmãos Murilo e Izadora estão residindo em uma propriedade no interior há cerca de 2 anos, o que contribui diariamente para que levem um modo de vida bastante sadio e repleto de liberdade para as brincadeiras.

A exemplo de Nicolas, ambos citam a distância dos amigos como a principal dificuldade neste ano de 2020. “Por causa da pandemia nós acabamos ficando mais em casa, gostamos de viver aqui no interior porque a vida é muito mais tranquila do que na cidade. Estamos perto de nossa família e temos muito espaço livre para correr e brincar”, contou Izadora. Quanto aos desejos para o ano de 2021, Murilo refletiu. “O que nós mais esperamos para 2021 é a chegada da vacina, mas caso isso não aconteça acho que vamos ter que ir embora para a Lua, ou mandar esta doença para um planeta muito distante daqui”, disse ele.

O hábito da leitura também é uma das formas encontradas por eles para viajar sem sair do lugar. “A nossa mãe tem muitos livros aqui em casa e nos incentiva a ler, o que é muito legal. Acabamos conhecendo muitas histórias e nos distraindo, é mais uma coisa que podemos fazer para nos divertir bastante”, destacaram os irmãos.

Lucas e Júlia, de 11 anos

O casal de gêmeos Lucas Gelinski Brandl e Júlia Gelinski Brandl também comentou sobre os desafios vividos em 2020. “O ano de 2020 foi meio entediante pelo fato de não podermos sair de casa, a escola e abraçar as pessoas fazem muita falta também. O volume de tarefas e trabalhos aumentou, mas estamos muito contentes porque eu e meu irmão já passamos de ano, com notas excelentes”, destacou Júlia.

Os irmãos gêmeos Lucas e Júlia, encontram um na companhia do outro, o fortalecimento necessário para enfrentar todos os desafios vivenciados em 2020.

De acordo com ambos, a companhia do irmão foi essencial em um ano bastante diferente. “Temos sorte de ter um ao outro para brincar, e até mesmo com os desentendimentos normais, nos damos muito bem. Apesar das chamadas de vídeo terem aliviado um pouco a saudade dos amigos, espero que em 2021 tudo seja diferente e nós possamos estar todos juntos”, comentou Lucas.

Os gêmeos ainda reconheceram outras particularidades do ano que passou e projetaram o novo ano. “Em 2021 esperamos que as aulas presenciais possam retornar e nós possamos abraçar os nossos amigos pessoalmente, estamos cansados de vê-los apenas pela tela dos celulares e dos computadores. Agora estamos aliviados por já termos concluído os nossos estudos este ano com muito sucesso, chegando o período esperado de descanso. Enquanto a vacina não sai, todos os dias tentamos nos entreter com a companhia um do outro, fazendo muitas brincadeiras sem precisar sair de casa”, finalizaram eles.

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