Michelle Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro no momento da posse do atual presidente do Brasil, que aconteceu em Brasília no dia 1º de janeiro. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Como de praxe após o ano eleitoral, no primeiro dia do ano aconteceu a posse dos cargos de deputados estaduais e federais, governadores, senadores e o presidente da república. Jair Messias Bolsonaro (PSL), foi eleito presidente com mais de 55 milhões de votos, e gera muitas expectativas e especulações em diversas ramificações políticas.

De acordo com o deputado estadual Emerson Bacil (PSL), uma das principais motivações que o fizeram a filiar-se ao mesmo partido do presidente foi o pensamento de inovação na política. “As principais mudanças que percebi foi a vontade do governo acertar em suas decisões com a sensibilidade de atender os anseios dos brasileiros. Tudo isso acumulado com a expectativa e a esperança de que teremos um futuro de governabilidade com ética e transparência. Se enxugar a máquina pública e trabalhar com eficiência, o desenvolvimento e a geração de empregos terá um reflexo positivo”, diz.

Questionado sobre os apoiadores e pensamentos contrários, Bacil comenta que é normal existir a oposição, se tornando necessário para o equilíbrio democrático. “Desde que claro, com coerência e discernimento”, diz.

Uma das disciplinas que estuda o comportamento cidadão e a política é a sociologia. De acordo com Mário Sérgio Deina, professor, mestre em história e regiões e graduando em sociologia, para esse ramo de estudo é importante que as pessoas discutam política, pois ela está presente no dia a dia, e tudo se resolve através de ações que de alguma forma estão ligadas à ela. “A importância está no fato de que na medida que se discute, também se aprende a entender como funciona a sociedade. Porém a discussão tem que ser razoável. Política não é campo de batalha onde alguns devem matar e outros devem morrer. A sociedade continuará existindo após uma eleição e certamente continuará sendo plural. A pluralidade de ideias e pensamentos deve ser a base do equilíbrio social”, explica.

O novo governo divide opiniões, e o professor explica os lados positivos desses comportamentos para a sociedade. “Essa polarização gera um maior grau de informação para a sociedade, uma vez que o exercício da divergência sempre é uma oportunidade de aprendizagem. Também é positivo o fato de que a divergência aumenta o nível de fiscalização da sociedade sobre os eleitos o que diminui a possibilidade de que estes venham a praticar atos ilícitos ou até mesmo descuidarem do zelo com a coisa pública”, diz.

Como ponto negativo nessas divisões de pensamentos, Deina explica que há um acirramento e radicalização de posições por parte de pessoas que não buscam conhecimento sobre os assuntos abordados, sem ter interesse em estudar os temas para um debate pautado e com informações verdadeiras.

Para o empresário e presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS), Luciano Castilho, a crise econômica e administrativa foi um dos principais motivos que fizeram a população nacional optarem por mudança. “Como empresário tenho a expectativa de que o país passe a funcionar normalmente. O que mais chamou a atenção no novo governo é a simplificação e desburocratização da máquina pública e reforma tributária”, opina.

À nível municipal, Castilho acredita no potencial de crescimento de São Mateus do Sul nos próximos anos. “Conversei com alguns empresários nos últimos dias e tenho notado neles a vontade de voltar a investir na cidade e tirar os projetos do papel. A ACIASMS estará junto de todos eles, injetando o otimismo cada vez mais”, garante.

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