Os Caminhos do Desenvolvimento

A vitalidade do capitalismo

Em qualquer lugar do mundo a atividade empresarial é o pilar que sustenta a economia, gerando desenvolvimento e qualidade de vida. Basta voltar os olhos para a história da humanidade e constatar quanto progresso foi gerado ao longo da construção do sistema capitalista. De simples descobertas industriais que passam despercebidas a maioria da população, como a síntese dos elementos Nitrogênio, Fósforo e Potássio para a produção de fertilizantes, até conquistas mais palpáveis como a informação que chega a palma de nossas mãos através dos celulares.

Estudiosos afirmam que o Brasil possui um componente anticapitalista enraizado na sociedade e que esta cultura é uma das principais causas do subdesenvolvimento do nosso país. Para o economista Giambiagi, autor do livro Capitalismo: modo de usar, “a superação do preconceito contra o sistema capitalista é um imperativo para o desenvolvimento do Brasil”. Para ele, a chave para o Brasil chegar ao dinamismo está na competição travada pelo setor privado, assumindo de uma vez por todas que é uma economia capitalista.

Um estudo para o Banco Mundial, em 2005, teve o objetivo de descobrir quais eram as riquezas que tornavam determinadas nações atraentes para os migrantes econômicos, como é o caso dos mexicanos que chegam aos Estados Unidos. Aquele conhecido como o estado de direito foi o mais relevante e engloba a eficácia dos governos em implementar leis equilibradas, com participação limitada do Estado, garantia da segurança, além de uma justiça equânime. O capital humano é o segundo item mais relevante do estudo, construído pelos conhecimentos adquiridos, levando as pessoas a prática de funções mais nobres e com isso a criação de novos produtos e novas tecnologias.

O fenômeno natural da migração humana confirma a nossa atração ao capitalismo, simplesmente porque nele encontramos as condições para aprimorar nossa qualidade de vida, seja através do estudo, do trabalho ou da liberdade de empreender. O fortalecimento empresarial resolve muitas das nossas mazelas sociais e o desenvolvimento econômico gerado é justo por si só. Muitas cidades brasileiras reconheceram esse pressuposto ao desenvolvimento local, investiram em seu capital humano e prestaram atenção ao seu ambiente regulatório, facilitando regras e obrigações ao empreendedor. Desenvolveram uma cultura empreendedora ao destacar a atividade empresarial como admirável, de suma importância social e econômica para a cidade. São Mateus do Sul, através da sociedade civil organizada já entendeu essa lógica e criou o seu núcleo de desenvolvimento local – NDE. Mas facilitaria muito também, se soubesse procurar em seus próximos governantes, não apenas ideais de um mundo melhor e belos discursos sem fundamentos que não levam a lugar nenhum, mas entendimentos técnicos capazes de gerir nossa cidade como uma grande empresa vital a todos nós.

Ingrid Ulbrich
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