CMEI Casulo, no centro de São Mateus do Sul. (Foto: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

A rede municipal de ensino de São Mateus do Sul tem aproximadamente 1.364 crianças matriculadas na educação infantil (CMEIs) e mais de 3.000 no ensino fundamental. Neste ano o número ainda deve aumentar, considerando-se as matrículas para o ano letivo. Como se já não fossem poucos os desafios e o trabalho para levar o ensino a todas essas crianças, desde o ano passado a pandemia traz uma série de questionamentos sobre como será o ano letivo de 2021.

A principal questão que passa pela cabeça de responsáveis, alunos e também de profissionais da educação é quando será o retorno das aulas. Para isso, ainda não há uma resposta e é muito provável que leve semanas até termos algum posicionamento assertivo. A previsão inicial é do retorno em formato online no dia 18 de fevereiro.

“Por enquanto retorno será com as aulas remotas, com análise de um comitê já formado desde 2020 que vai se reunir quinzenalmente e estudar os números da saúde para um possível retorno híbrido”, explica a secretária municipal de Educação, Cultura e Turismo, Liliane SantaAna.

Modelos online e híbrido

Dos dois modelos possíveis citados pela secretária de Educação, o mais comum de se compreender atualmente é o online, uma vez que as crianças do município já passaram por essa experiência em 2020. Nas atividades online aplicadas em São Mateus do Sul, os alunos recebiam atividades pelo WhatsApp – geralmente dos pais/responsáveis – e deveriam entregar os exercícios completos dentro de um prazo determinado. Como a presencialidade faz parte da dinâmica de ensino, o modelo online pode vir a trazer perdas aos estudantes, o que deve ser averiguado no futuro.

“O planejamento do primeiro movimento na volta ao presencial é fazer com que cada professor faça um diagnóstico de cada aluno e possa ter uma ideia a respeito do aprendizado em tempos remotos”, declara Liliane. Dessa forma pretende-se atender as carências que podem ter surgido por conta do online.

Já a proposta de Ensino Híbrido traz algumas diferenças. A principal delas é justamente ter aulas tanto presenciais quanto online. A metodologia visa permitir que o aluno estude sozinho online – com a supervisão dos responsáveis – ou em sala de aula interagindo com os colegas e com o professor. Para esse modelo poder ser aplicado, seria necessário estratificar as turmas e parte dos alunos ir à escola e parte ficar em casa em esquema de revezamento.

Algumas escolas particulares em diferentes regiões do Brasil optaram por esse modelo, que também demanda periodicidade intensa de higienização das mãos e materiais, bem como da sala de aula, e evitar que as crianças façam contato físico.

“Até o momento, o início do calendário letivo será de modo remoto”, explica Liliane e “o retorno híbrido ou presencial dependerá das liberações da Secretaria de Saúde e das condições para o recebimentos desses estudantes”.

A estrutura da educação municipal

Atualmente o município conta com 310 docentes, sendo 121 na educação infantil e 189 no ensino fundamental. Essas professoras e professores se dividem entre 23 escolas e 13 CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil).

A secretária destaca a importância que precisa ser dada à Educação Infantil, pois “é a fase mais importante da vida da criança, nela são desenvolvidas todas as habilidades necessárias que se não forem bem trabalhadas nesta etapa, afetarão toda a fase estudantil posterior”.

Embora os alunos não tenham de fato frequentado as escolas a partir de março de 2020, o trabalho docente não foi paralisado. Além de enviar atividades por mensagens, foram gravados vídeos com o objetivo de explicar os conteúdos às crianças, além do comparecimento ao menos uma vez por semana nos CMEIs para fazer a entrega de atividades. Já nas escolas houveram reuniões para a equipe pedagógica debater estratégias, conselhos de classe e também entregas de material.

Tablets para as professoras da rede municipal

Nos últimos dias da gestão de Luiz Adyr (PSDB), foi anunciado que seriam adquiridos tablets para as professoras da rede municipal desenvolverem seus trabalhos de forma online. A secretária Liliane atualiza que “o processo de compra está em andamento, mas ainda não foi efetivado”.

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