População aproveita uma hora a mais para diversão. (Fotos: Divulgação)

Uma discussão vai voltar à tona para saber se o Horário de Verão vai ou não voltar em 2021. Extinto desde 2019, pelo presidente Jair Bolsonaro, a ideia volta à tona e ganha a simpatia, principalmente dos empresários.

No Brasil, o horário de verão foi utilizado pela primeira vez na era do presidente Getúlio Vargas, e a sua descontinuidade em 2019 aconteceu porque não estava mais cumprindo com sua função original que seria a economia de energia a de evitar a sobrecarga do sistema em período que ocorre a baixa dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com uma hora a mais de luz ao final do dia, os consumidores acabavam espaçando mais o período de utilização de chuveiros e outros equipamentos, evitando a sobrecarga do sistema. Mas, nos últimos anos, a utilização do ar-condicionado (conforme apontam alguns especialistas) aumentou novamente a carga de energia utilizada, perdendo significativamente o ganho existente anteriormente. Outro ponto muito discutido sobre o horário de verão é em relação a mexer com o chamado “relógio biológico” das pessoas, que em alguns casos demora algum tempo para se adaptar ao novo horário, causando transtornos.

O retorno deste horário é favorável aos empresários que veem com bons olhos terem uma hora a mais de luz, permitindo que as lojas funcionem mais tempo e, consequentemente, que as indústrias passem a ter mais pedidos, aquecendo a economia e gerando empregos.

Reservatórios bem abaixo da capacidade, evidenciando a falta de água, para consumo e geração de energia.

Os reservatórios não conseguiram acumular água suficiente e vai faltar água em muitos lugares.

No texto elaborado pelos empresários, solicitando a volta do horário de verão, eles afirmavam que a presença de uma hora a mais de claridade no fim da tarde impactava positivamente os negócios, o que seria bem-vindo durante a pandemia de Covid-19, que afetou drasticamente o faturamento das empresas do setor de bares e restaurantes. Prevendo que a maioria da população esteja vacinada até o final de outubro e o horário de verão iniciando em novembro.

Especialistas dizem que houve um erro do Governo Federal ao encerrar o horário de verão baseado em pesquisas de opinião e não em dados técnicos, pois estima-se que o horário de verão reduz cerca de 4,5% o consumo de energia no segundo horário de pico existente. O primeiro é no meio da tarde, devido ao uso do ar-condicionado, e o segundo com as pessoas chegando em casa utilizando o ar-condicionado, chuveiro e iluminação pública. Ainda segundo os especialistas, até 2019 o equilíbrio entre oferta e demanda de energia estava tranquilo, então uma economia de 3% ou até 4,5% do consumo não era tão imprescindível, mas nos dias atuais que o país enfrenta uma das piores secas das últimas décadas, toda a economia é bem vista.

Uma das formas de aproveitar uma hora a mais de luz é fazendo exercícios.

Foi apresentado para o Governo Federal mais evidências das vantagens da volta do horário de verão, que apenas a economia de energia. Segundo estudos realizados e apresentados em 2019, com uma hora a mais de luminosidade há a redução de acidentes de trânsito e também do número de homicídios e roubos. Outros estudos apontam que um dia “mais longo” pode melhorar a qualidade de vida da população, com as pessoas frequentando mais praças, parques, praias, praticando caminhadas e outros exercícios, ganhando mais qualidade de vida.

A questão apresentada pelos empresários, diferente do que muitos acreditam, não é apenas questão de hábito, mas tem muito a ver com a economia, uma visão socioeconômica, apoiando diversos setores que tiveram perdas com a pandemia e precisam recuperar os ganhos e empregos. Além disso, os especialistas apontam que as mudanças climáticas que vêm acontecendo nos últimos anos e que deixou os reservatórios de água abaixo do esperado, torna imprescindível a volta do horário de verão para este ano e para os próximos também, com o risco de causar ainda mais impactos negativos no setor de abastecimento de energia no país, prejudicando a população com falta de água e a economia que terá frustrada seu crescimento e retomada da produção.

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