Cidade

Ação da Sanepar busca suprir falta de água na cidade

Além das vilas, nova tubulação amplia abastecimento na rede urbana em São Mateus do Sul. (Fotos: Gazeta Informativa)

A falta de água é problema inerente a inúmeras pessoas, especialmente na região nordeste do Brasil. Por conta dos conglomerados, escassez de chuvas e falta de alternativas sustentáveis, cidades como São Paulo já sofreram muito com essa problemática. Superada em alguns momentos e, em estado de alerta, em outros.

Em São Mateus do Sul, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está ampliando a tubulação de água visando melhoria no abastecimento e cessão de reclamação frente à falta. Localidades como as vilas: Verde, Amaral e Palmeirinha têm sofrido com as torneiras secas nas residências.

Por sua vez, a prefeitura aguarda o desfecho da crise política para receber R$ 5 milhões da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O entendimento do prefeito, Clóvis Ledur (PSD), é de que a ação atual é paliativa e de que a ‘grande obra’ ainda não teve aval e liberação do recurso por parte do Governo Federal. No estado, o apoio vem do deputado Hussein Bakri (PSD).

Nova ação e falta de água

“A obra consiste na implantação de 748 metros de tubulação com diâmetro nominal 300 mm e é parte da obra global prevista para São Mateus do Sul”, explica o gerente regional da Sanepar, Bolívar Luiz Menoncin Junior. Segundo ele, a previsão é interligar essa nova estrutura à rede existente, com data prevista para o dia 14 de novembro.

“Portanto neste dia [14/11] irá faltar água em toda a cidade”, prevê Bolívar. Mas, segundo ele, a Sanepar irá comunicar, por meio da mídia. A orientação da empresa é de que cada família disponha de reserva para, pelo menos 24h, evitando o desabastecimento. A indicação é que as residências possuam suas caixas de água internas para tanto.

A nova tubulação, conforme o gerente regional, visa disponibilizar mais água para toda a cidade. “Mas, principalmente, para a vila Amaral e a região da vila Palmeirinha. Salientamos que já fizemos intervenções para melhorar o abastecimento na Palmeirinha e que hoje os problemas de desabastecimento diminuíram muito”.

Água e ações municipais

Os R$ 5 milhões requeridos na Funasa, de acordo com Ledur, tem como objetivo central três frentes: captação, tratamento e distribuição de água. O prefeito avalia que, especialmente, Vila Verde, Jardim Santa Cruz e Palmeirinha são os locais que mais carecem de investimento.

Prudente e coerente com o cenário atual da economia e, principalmente, da política ele evita especular sobre a liberação desses valores. “Não dá pra ter nenhuma expectativa diante da crise”, observa. Assim que liberados, esses valores serão direcionados para a Sanepar executar a obra.

Clóvis Ledur, como prefeito e médico, é pontual em, notadamente, valorizar investimento no setor, com critério humanitário, que fazem parte de seu governo. “Voltamos a liberar a instalação de água em locais onde não há regularização dos imóveis porque é inadmissível viver sem água tratada e de qualidade.”

Acesso ao Governo Estadual

O elo entre a prefeitura e o governador Beto Richa (PSDB) tem ficado à cargo de Hussein Bakri. “Em todos os setores e departamento meu gabinete sempre está pronto para atender não apenas ao prefeito de São Mateus do Sul, mas toda a cidade e essa população que merece nosso empenho e respeito”, ressalta Bakri.

Sobre esse investimento, o parlamentar relata que estava ‘travado’ e, por solicitação do prefeito Ledur (e equipe) atuou para agilizar a liberação da obra. “Era uma luta antiga que, aos poucos, estamos superando”, acrescenta. Hussein destaca o empenho da atual gestão e confia de que o investimento da Funasa, assim que liberado, vai ampliar o abastecimento.

“O cenário, ainda, está bem complicado no Governo Federal, mas estamos empenhados para auxiliar nessa liberação de R$ 5 milhões que, com certeza, vai melhorar o sistema e evitar transtorno para os cidadãos de São Mateus do Sul”, analisa o deputado. “Pode ter certeza que meu gabinete não vai medir esforços para que isso ocorra.”

Saneamento básico em números

“São Mateus do Sul nós estamos chegando a 65% de cobertura, com rede de esgoto. União da Vitória 26%, ai você uma diferença. Há outros exemplos na região, bem visíveis essas diferenças, por exemplo, em Rio Azul temos quase 90% de cobertura”, resume Bolívar.

No caso dos investimentos nesse setor, de saneamento básico (outra linha de trabalho da Sanepar), depende de acordo entre a gestão municipal e a empresa. “Em São Mateus, como tem um contrato há mais tempo, estamos com índice acima da média nacional de 65%.” Diferentemente, União da Vitória renovou, recentemente, a parceria.

“Às vezes as pessoas confundem que tem que ter rede de esgoto, mas isso pode ser inviável. Preferencialmente é feito por meio de rede, mas a solução pode ser comunitária ou até individual”, frisa Bolívar. Nesse caso, atingindo 80% das residências num município, se credita a ele o estatus de ‘tratamento universalizado’.

Reúso de água para humanos

Há uma estreita relação entre água e esgoto que tende a se ampliar. O tratamento consiste em dar o destino ecologicamente correto para os dejetos das residências. Para tanto existem estações de tratamento que, inclusive, podem retornar a água retida no sistema para reabastecimento humano.

Há cerca de dois anos, Campinas/SP foi anunciada como a primeira cidade brasileira a consumir água tratada a partir do esgoto. No sistema, a água, de acordo com o anúncio, passaria a ser lançada no Rio Capivari, antes do ponto de captação e levada, posteriormente, para tratamento e distribuição para 7% da população local, de 1,1 milhão de habitantes.

Responsabilidade do governo

É responsabilidade do governo, o conjunto de infra-estruturas e medidas para gerar melhores condições de vida para a população. Esse conceito está na Lei nº 11.445/07 que estabelece o abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e limpeza e drenagem de lixo e águas pluviais urbanos.

Números do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 98% da população brasileira têm água potável servida na residência. Destes, 17% são abastecidos por cisternas, rios e açudes. 99% da população urbana usa água potável. No meio rural são 84%.

Sidnei Muran

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