ACIASMS aborda situação delicada de trabalhadores em setor de transporte escolar, eventos e outros suspensos por conta da pandemia do Covid-19. (Imagem Ilustrativa)

Na semana passada a reportagem do GI esboçou a difícil realidade de profissionais e empresários do transporte escolar. Com a interrupção das aulas presenciais, devido à pandemia do Coronavírus, o setor ficou sem ocupação funcional. Veículos sem circular e trabalhadores com renda menor, sem trabalho ou na eminência de perderem o emprego em curto espaço de tempo.

A extensão deste problema, por suspensão de aulas, eventos públicos, culturais e esportivos abrange demais setores da sociedade e a Associação, Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS) saiu em defesa de empresas e trabalhadores destes ambientes profissionais e prestadores de serviço. O objetivo é compreender melhor estas demandas e buscar soluções.

“Transporte escolar que está sofrendo bastante, tanto as empresas que prestavam serviço para a prefeitura quanto particulares que levavam os alunos para instituições privadas. Também empresas de eventos: shows, festas de casamentos e aniversários. Espaços esportivos, como campos de futebol society. Todos tiveram de parar”, aponta o presidente da ACIASMS, Luciano Castilho.

Este problema de suspensão de serviços, também, atinge demais contratados que atuavam como terceirizados em escolas, limpeza e cozinha – principalmente. De acordo com o presidente, numa avaliação prévia o número destes trabalhadores pode superar 700 postos de trabalho. “Tem muita coisa que ficou suspensa e os empregados carecem de uma solução, de algum tipo de apoio”, explica.

Luciano Castilho menciona que a entidade está buscando compreender de forma mais ampla a extensão deste problema e conversando com empresários para pensar em formas que mantenham o emprego e se abra um diálogo, dentro das prerrogativas legais, para solucionar esta situação. “É momento delicado para todos, mas precisamos agir para evitar desempregos e manter as empresas”, acrescenta.

Para o presidente, sustentado no lema da campanha que busca valorizar os setores de comércio e serviços são-mateuenses, na prerrogativa ‘Juntos Somos Mais Fortes – Unidos Somos Imbatíveis’, é momento de unir forças. Justamente no cerne da campanha ‘Unidos Por São Mateus do Sul’. “É isso que estamos focando, sem fugir aos problemas, mas com ações que visem superar estas dificuldades”.

Prefeitura cita auxílio federal

No dia 7 de julho o vereador Julio Balkowski levantou o assunto sobre as dificuldades do setor de transporte escolar. O parlamentar solicitou informações à prefeitura sobre este assunto e mencionou que irá apurar melhor os fatos para buscar alguma forma de apoio aos colaboradores e empresários do setor. Citando, nisso, a busca de diálogo ou auxílio por parte da administração municipal.

Na sessão desta semana, da Câmara de Vereadores, em resposta a um requerimento sobre pagamento de terceirizados e ações da prefeitura, um ofício respondeu à proposição sobre o assunto. No caso, a secretaria de Administração embasou a resposta sobre suspensão dos serviços de merendeira, limpeza e transporte escolar prestados na secretaria de Educação por empresas contratadas.

A informação foi da realização de uma reunião “para debater a possibilidade de adotar alguma modalidade de auxílio às mesmas.” Contudo, a prefeitura alegou que ao tomar conhecimento de que o governo federal iria implementar medidas de auxílio regrediu e suspendeu este diálogo que, justamente, iria no foco desta discussão que envolve terceirizados, dentre eles o setor de transporte escolar.

“Com isso abriu a possibilidade de as empresas prestadoras de serviços se credenciarem diretamente nos programas do governo federal, sem interferência do município”, informou o documento emitido à Câmara. Neste quesito, esclarecendo que a prefeitura desistiu de buscar alguma forma de auxílio, pela existência do amparo emergencial via governo federal, para trabalhadores e empresários.

Em específico sobre o questionamento da semana realizada na semana anterior, e solicitação de Balkowski, ainda, a administração municipal não se pronunciou. Num cenário entre poderes, quando do pedido da Câmara de Vereadores há o prazo legal para o encaminhamento de respostas aos parlamentares. A prefeitura deve responder, ao parlamentar, nos próximos dias, emitindo um posicionamento.

Sidnei Muran

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