Reflexão com Padre Marcelo S. de Lara

Advento: Tempo de Espera

Amigo(a) Leitor(a), no artigo anterior refletíamos sobre o início do Ano Litúrgico dentro da Igreja Católica que iniciou no domingo passado, com o 1º Domingo do Advento. Vamos pensar um pouco sobre este Tempo de quatro semanas que nos ajuda a refletir sobre nossa vida.

O Advento para os cristãos católicos é Tempo de Espera. Nos motiva a pensar na Espera da segunda vinda de Jesus. Colocado este Tempo quatro semana antes do Natal, faz também pensar que o Cristo que aguardamos voltar é este mesmo Menino Deus que nasce no Natal.

A Espera proposta pelo Advento deve ser uma Espera alegre, motivada pelo encontro com Deus, pelo início de um novo mundo, uma nova vida.

Toda Espera é uma preparação, não é algo pacífico. Esperar o Cristo que vem é tornar o coração preparado para ele habitar; é acolher esta visita ilustre em nossa casa, em nossa vida. A mulher que está gravida por exemplo, vive na alma a felicidade antecipada pela vida que, em seu ventre, vai sendo gerada no tempo que lhe cabe. Um casal que está apaixonado, espera o momento do encontro. Assim também, nos preparativos para as festas de fim de ano. Veja como nos comportamos organizando as casas no cuidado da espera dos parentes que vão chegar!

O início do Ano Litúrgico na Igreja, e em sintonia com o início de um novo ano civil que se aproxima, nos convida a fazer um balanço de nossa vida. Como estamos preparando nossos corações para vivermos melhor, para termos uma vida de relacionamentos mais saudáveis, e de modo mais especial, para darmos espaço para Deus habitar nele?

Deus não pode habitar em um coração cheio de mágoa, de apego à bens e valores que não nos fazem crescer como filhos de Deus. Esperar é cultivar em nós esta alegria sóbria, reflexiva, de que temos a possibilidade todos os dias de tornar o nosso coração a casa de Deus, a Sua morada.

O mundo imediatista que vivemos não nos proporciona o gosto da Espera, não temos mais a paciência que nos faz desfrutar a alegria que ainda não chegou plenamente mas que já sentimos em parte por aguardar. O mal do imediatismo é que nunca estamos satisfeitos, é uma alegria demais momentânea que nos deixa a tristeza por ser tão passageira. Vamos preencher nosso coração de alegria, alegria duradoura, que faz tanto bem a nós e ao próximo. Preparemos nosso coração dando espaço a Jesus, o Príncipe da Paz que completa em nós a alegria que tanto cultivamos nessa Espera.

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