(Imagem Ilustrativa)

Recentemente, me deparei com uma matéria que me surpreendeu. Não que o conteúdo falasse de algo que eu não imaginasse, mas de algo que é difícil de ser admitido. O título era “Agropecuária brasileira ajuda a salvar o planeta, reconhece a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima.” Antes que se diga para eu contar outra, vamos recorrer aos fatos do relatório da UNFCC, sigla em inglês do tratado internacional responsável pelo levantamento.

A conclusão é simples, nada do outro mundo. O relatório aponta que o Brasil vem sendo muito mais eficiente no aproveitamento de sua área produtiva, ou seja, vem produzindo muito mais em áreas menores. Traduzindo em números, a produtividade brasileira aumentou incríveis 386% com apenas 83% de aumento da área agrícola, o que significou a preservação de 120 milhões de hectares de floresta. Sabemos que a agropecuária brasileira vem se tornando a cada dia, muito mais inovadora e precisa, utilizando-se de tecnologia de ponta para melhorar seus resultados. É a ciência a favor do campo, o que seria o mesmo que dizer, a favor da comida na mesa dos brasileiros. E isso não é apenas força de expressão, pois o conjunto da obra reduz em 50% o preço dos alimentos.

Como dito, se há proteção de florestas, a agropecuária brasileira não é vilã na questão do aquecimento global. Me recordo de, desde o início da adolescência, ouvir documentários e reportagens sobre mudanças climáticas e o sentimento que ficava em mim era o pior possível. Minha conclusão do que eu ouvia ficava entre, ou voltamos aos tempos da caverna, ou, vamos todos morrer. Não parecia haver coerência para aquilo que os estudiosos defendem como solução ao problema, tão diferente do estilo de vida que levávamos e que não seria mudado da noite para o dia, como num passe de mágica. Por isso, o caso do agronegócio brasileiro, como solução e adaptação humana, são uma dupla vitória: pelo fato em si, na sua relação com o meio ambiente, e por estar contido num relatório internacional.

Dia 5 de junho comemoramos o Dia do Meio Ambiente. Gosto do significado do termo ecologia. Ele está relacionado com “uma parte da biologia, que se preocupa com o estudo das relações estabelecidas entre os seres vivos e destes com o meio ambiente em que vivem”. Ou seja, o ser humano é parte integral dessa relação e separá-lo disso é um crime. Um exemplo em que a existência do homem parece não importar, tem a ver com os últimos dados sanitários. Eles apontam que 16% da população brasileira não tem acesso à água tratada e 46% não tem acesso à rede de esgoto, jogando seus dejetos em fossas ou diretamente nos rios. Um sério problema ambiental, causador de mortes, doenças e poluição, e ainda assim, não me recordo de ver nenhuma ONG ambientalista ou político da esfera mundial falando sobre isso. Esperamos melhores notícias sobre isso também.

Que as efemérides da vida nos ajudem a construir dias sempre melhores!

Um cordial abraço!

Ingrid Ulbrich
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