Nunca imaginei que escreveria uma legenda dessas mas, da esquerda para direita: Cascão, Cebolinha, Maurício de Souza, eu (Cláudia Burdzinski), Mônica, Sansão e Magali. (Foto: Acervo Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Meu primeiro contato com uma biblioteca foi no ensino fundamental, logo que eu aprendi a ler. Lembro que era na escolinha da Pedro Effco e as prateleiras pareciam gigantes perto de mim – que não passava de 1,5 metros de altura. Minhas primeiras referências de leitura foram os gibis da Turma da Mônica, que me faziam (e confesso que fazem até hoje) ter vontade de abraçar e ser amiga de todos os personagens. Passava horas do meu dia lendo. Até me sentia vizinha dos personagens do Bairro do Limoeiro, mas admito que o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer era a fazenda do Chico Bento.

Com o passar dos anos minhas referências de leitura foram mudando, porém vez ou outra eu esbarrava com alguns gibis da Mônica. Na pré-adolescência, na fila do caixa do Supermercado Pague Menos, fiquei admirada com aquele novo formato de desenho que estava na prateleira, e foi aí que tive meu primeiro contato com a Turma da Mônica Jovem, que me fez dividir e emprestar gibis com muitas amigas no final do ensino fundamental. O formato do desenho era diferente e parecia que os personagens tinham crescido junto comigo.

O dia 3 de julho de 2019 será uma data que ficará guardada para sempre em minha memória. Para quem não sabe eu faço faculdade de jornalismo, e na última semana fizemos uma viagem acadêmica para conhecer alguns estúdios de gravação e produção na cidade de São Paulo. No roteiro estava prevista a visita no estúdio do Maurício de Sousa Produções, o lugar que desenvolve, roteiriza e produz os quadrinhos da Turma da Mônica.

Confesso que eu pensava que a visita seria como nos outros lugares, que priorizaram mais na parte institucional da empresa. Porém foi só quando entramos na van que levaria nossa turma nos estúdios de produção que a ansiedade começou a chegar devagarinho. Na TV dentro da van passava o desenho da Turma da Mônica, e chegando no estúdio a decoração temática me fez mergulhar no tempo da Pedro Effco e daquelas prateleiras “gigantes”. Olhar de perto, sentir e ouvir as histórias do início da criação dos personagens me deixou emocionada e arrepiada na maioria do tempo. Era como se o sonho de conhecer tudo de perto fosse realizado da forma mais repentina possível.

Depois de entender todo o processo de animação, os visitantes são convidados (e podem) brincar em uma sala com escorregador, tobogã e tudo que deixaria uma criança com os olhos brilhando. Claro que todo mundo tirou o tênis e foi aproveitar os brinquedos. E foi nesse momento que escutamos, lá no fundo, uma voz que eu ouvia apenas em programas de TV ou em algum vídeo no Youtube. Era ele! O criador e incentivador de tudo! Maurício de Sousa entrou pela porta, junto dos personagens da Turma da Mônica! (E a gente nem esperava ele por ali!)

Não sei explicar ao certo o que senti nesse momento. Não só eu como muitos colegas da faculdade se emocionaram por estar ao lado do responsável por boa parte da nossa infância. Claro que eu abracei e disse que meu personagem favorito era o Chico Bento! A atenção que Mauricio teve com todos foi tão mágica quanto as histórias em quadrinhos produzidas por ele.

Bem, esse foi um dos sonhos realizados durante a viagem… Na semana que vem compartilho com vocês a minha experiência no programa Altas Horas. Ô mãe, eu “tava” na Globo!

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