(Imagem Ilustrativa)

Com tantos acontecimentos nos últimos dias que afetam diretamente o nosso cotidiano e consequentemente a dor no bolso nas contas do fim do mês, no artigo desta semana gostaria de conversar sobre alteridade, que graças à uma boa aula de sociologia, tive a oportunidade de conhecer um dos princípios básicos de uma educação mínima: àquela que envolve a compreensão.

Mesmo com a proposta do líder de governo para os riscos do ensino superior dedicado às ciências humanas serem praticamente desclassificados da planilha de faculdades públicas, primeiro de tudo é fundamental entendermos a importância destas ciências para o convívio social. Conheço pessoas que reviram os olhos quando o assunto é estudar pensamentos filosóficos ou até mesmo entender como funciona a diferença política entre esquerda e direita. Mesmo alguns considerando estes temas como balela, parece que os nossos próprios representantes políticos não foram preparados dignamente nestes quesitos – vale a pena ressaltar que eu não estou generalizando a classe política.

Parece tão difícil ter que aceitar a pluralidade de pensamentos que a censura em comerciais de TV ou até mesmo a retirada brusca destes estudos em uma graduação resumem a falta de capacidade de compreender que estamos em pleno século XXI, e que é obrigatoriedade garantir os direitos de quem possui um pensamento paralelo ou completamente contrário ao nosso.

Não é só aprender a ler, escrever e fazer conta. É fundamental conhecer a importância do lugar que vivemos e o pensamento de quem também convive ali. Quando focamos em alteridade que, segundo o seu significado “expressa a qualidade ou estado do que é do outro ou do que é diferente”, entendemos que não podemos e nem devemos limitar o pensamento oposto. A alteridade envolve impressões e estudos ligados as relações humanas. Às vezes eu até me pergunto se isso realmente importa para os gestores do governo, que vêm desrespeitando etnias, gêneros e é completamente fechado para questionamentos. É nosso direito a alfabetização, mas é nosso dever a cobrança para que não nos tornemos analfabetos funcionais.

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