Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Álbum de figurinhas vira febre em São Mateus do Sul em ano de Copa do Mundo

2018 já vem sendo marcado pela Copa do Mundo de Futebol que será realizada a partir de junho na Rússia e os tradicionais álbuns já estão circulando no município. (Fotos: Alexandra Müller/Gazeta Informativa)

A Copa do Mundo que será realizada na Rússia, iniciará no dia 14 de junho e já concentra antes mesmo do ponta pé inicial da bola rolando, a animação de sua realização. Muitas crianças, adolescentes e até mesmo adultos, estão desfrutando de lembranças de sua infância na coleção das figurinhas do tradicional álbum da Copa.

O álbum oficial da Copa do Mundo corresponde a uma das práticas de mercado mais antigas na história do torneio. Desde a década de 60, são lançados álbuns com a chancela da Fifa e em 2014, com o mundial voltando ao Brasil, mais adeptos às coleções entraram na onda de colecionar as figurinhas e participar da brincadeira.

De quatro em quatro anos, milhares de compiladores concentram suas energias em um único objetivo, completar o álbum da Copa do Mundo, correndo atrás das 682 figurinhas que ilustram as páginas do meio de entretenimento.

Em São Mateus do Sul, a realidade não é diferente. São vários colecionadores que desde a chegada do álbum na cidade, iniciaram a corrida pelas figurinhas e estão participando das populares trocas, promovidas pelos pontos de venda: Vitor’s & Cia, Aqui Brinquedos e Posto Ipiranga.

Sem considerar as permutas de figurinhas, cada colecionador tem cerca de 99,2% de chance de completar o álbum ao comprar 280 pacotinhos, sendo que cada um custa R$ 2, além do valor do álbum, que é R$ 7,90. O investimento aproximado é entre R$ 272,80 e R$ 560 para perfazer seu álbum.

O álbum completo da Copa na Rússia inclui ainda, 50 cromos, nas cores prata e dourada. Entre elas estão o brasão de cada seleção, os estádios que vão receber os jogos, a foto oficial das seleções, o pôster das cidades sede e homenagens aos mundiais anteriores.

De acordo com o empresário, Vitor Romério Nadolny, além da expectativa para completar o álbum, nessa época a interação entre as famílias fica ainda mais em evidência. “Os pais acompanham seus filhos desde o momento da compra do cromo, até a colagem no álbum. Mesmo nas trocas, onde barganham as figurinhas repetidas em busca das que restam para completar cada página, os pais estão presentes.”

Para Romério, que possui uma coleção com cerca de 30 álbuns, dentre as edições da Copa do Mundo e demais temas, essa atividade vai além da diversão. “É bem divertido, mas acabamos aprendendo também a ter mais organização, disciplina e controle financeiro, além de aprender e ensinar às crianças sobre geografia, política e a cultura de cada país envolvido na competição”, comenta.

O empresário são-mateuense relata que iniciou sua coleção aos 12 anos de idade, quando adquiriu seu primeiro álbum da Copa do Mundo de 1970, e se admira ao guardar por quase 50 anos a coleção e exibir em sua empresa, motivando os novos colecionadores.

A febre pelas figurinhas da Copa do Mundo da Rússia 2018, além de contagiar um público de várias faixas etárias, movimenta o comércio, que por sua vez enfrenta problemas com os distribuidores dos envelopes de figurinhas e álbuns, devido à grande procura e envolvimento dos clientes. Mas mesmo assim, os pontos de venda já promoveram inúmeros encontros que servem como momento para as trocas entre os colecionadores, agilizando assim, o completar de cada álbum.

Além das trocas realizadas em eventos promovidos pelas empresas que comercializam o álbum, grupos de WhatsApp também estimulam as trocas de figurinhas. Segundo Cassiano Ricardo Pohl, empresário que também aderiu à venda e sua própria coleção, as trocas de figurinhas são uma das principais formas para completar o álbum.

Colecionismo

Ao se falar em coleção é comum conhecermos algumas pessoas que colecionam diversos tipos de objetos, dentre eles, as próprias figurinhas. Essa prática é conhecida como colecionismo, a qual as pessoas têm o costume de guardar, organizar, selecionar, trocar e expor diversos itens por categoria, em função de seus interesses pessoais. Em todo o mundo, milhões de colecionadores organizam as mais diversas coleções de objetos.

Dentre os benefícios que a atividade pode trazer para o colecionador, em especial os mais jovens, está o desenvolvimento dos sensos de classificação e organização, de interação e socialização com outros colecionadores, do poder de negociação, bem como o aumento do repertório cultural acerca do objeto colecionado.

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