(Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

A pesca de espécies nativas no Paraná foi liberada nesta quinta-feira (20), com a publicação de uma resolução que altera o período da piracema. O documento é assinado pelo secretário de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Marcio Nunes.

No seu trabalho, o deputado estadual Emerson Bacil (PSL) atua em grandes propostas, caso da Audiência Pública sobre Potencialidades para o Desenvolvimento e Inovação da região Sudeste e Centro-Sul do Paraná – dia 5 de março em São Mateus do Sul. Sem esquecer demandas que parecem simples, e até são, mas emanam do desejo das pessoas. Caso da piracema.

Chegou até o gabinete parlamentar um pedido para adequar o entendimento oficial do Paraná, similar ao o que ocorre nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o período do defeso – proibição de pesca por conta da piracema. Emerson Bacil levou a solicitação até o secretário de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, para antecipar o período inicial e final.

Nesta quinta-feira (20/02), atendendo ao pedido de Bacil, a secretaria publicou a resolução nº 013/2020, fazendo a mudança. Ou seja, antecipa o início da proibição da pesca para 1º de outubro e adianta em um mês a permissão – para 1º de fevereiro. O que significa que a pesca está permitida, em rios de jurisdição paranaense, desde a publicação desta nova determinação.

“Estou muito feliz. No Carnaval nossos amigos poderão se divertir, pescando!”, destaca o deputado. Bacil ressalta de que este período, com recesso e feriado, é aproveitado para muitos, na região, em pescarias. O que acabava sendo impedido pela legislação, mas que em estudos oficiais mostrava que o período de reprodução se finda antes do início de fevereiro. Disso o pedido e a mudança efetivada.

“Agradeço ao secretário Márcio Nunes, estendido ao governador [Carlos Massa] Ratinho Júnior pelo atendimento de um pedido da nossa sociedade e fico feliz pela oportunidade permitida aos pescadores”, destaca o deputado. A regra vale para peixes nativos pescados em anzóis em rios estaduais. Apenas nos rios de jurisdição federal, exemplo do Paraná e Paranapanema, esta resolução não abrange.

“Você que deseja pescar no Carnaval, eu quero te comunicar que a pesca está aberta. É claro que respeitando a legislação. Para as espécies que são nativas nós podemos pescar dez quilos e mais espécime. Claro que o dourado e a piracanjuba estão fora desta relação porque é proibida a pesca no Paraná”, explica Marcos Nunes. Já os exóticos têm permissão de pesca o ano todo.

“Pode pescar no Carnaval com responsabilidade. Quem usa cuida. É o turismo e a pesca responsável”, destacou Márcio Nunes em vídeo divulgado nas redes sociais do deputado Emerson Bacil. Em meio a tudo, inclusive, a secretaria já afirmou ter comunicado os setores de segurança pública, no sentido de repassar a informação aos policiais, sobre esta liberação e novo período. Evitando possíveis transtornos.

Antes dessa alteração, o período de proibição ia do começo de novembro ao fim de fevereiro. Pela nova resolução, a piracema passa a ser entre 1º de outubro e 1º de fevereiro.

A secretaria informou que a alteração ocorreu depois de um estudo feito por técnicos que apontou que esse é o melhor período para a proteção dos peixes nativos.

Entre as espécies nativas protegidas estão bagre, dourado, jaú, pintado, mandi, curimba, piapara, traíra e lambari.

Não entram na restrição as espécies consideradas exóticas, que foram introduzidas no meio ambiente pelo homem, como bagre-africano, apaiari, black-bass, carpa, corvina, peixe-rei, sardinha-de-água-doce, piranha-preta, tilápia, tucunaré e zoiudo – além de híbridos.

Fonte: Rádio Cultura Sul FM

Redação

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Redação do jornal Gazeta Informativa
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