Educação e Cultura

Alunos do Ceju provam que grafite é arte

Jovens do Centro da Juventude de São Mateus do Sul realizam curso Arte do Grafite. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Quando queremos expor a nossa opinião, usamos de diversos métodos para fazer com que a expressão do pensamento se torne visível para todas as pessoas. Utilizamos de textos opinativos, frases, debates e desenhos para mostrar nosso ponto de vista e estilo, e é nesse mesmo intuito que o grafite foi criado.

Iniciando na década de 1970 pelas ruas de Nova Iorque – Estados Unidos, o grafite começou a ter suas primeiras manifestações artísticas pelos jovens daquele período. Possuindo forte ligação com o hip hop (gênero musical), a arte ainda é usada para expressar opiniões e opressões, tendo uma forte ligação com críticas aos menos favorecidos.

Grafite em São Mateus do Sul

Entre os dias 20 e 24 de novembro, alunos do Centro da Juventude (Ceju) do município realizaram o curso Arte do Grafite, que enfatizava mostrar a realidade da arte, juntamente com técnicas e aprimoramentos de desenhos e pinturas.

Os 21 alunos contaram com a presença do professor, grafiteiro e compositor de hip hop Anderson Marcos da Silva natural de Cascavel, cidade do oeste paranaense. Ele comentou que se interessou pela arte desde muito jovem, aprendendo as técnicas de maneira autodidata. “Me interessei pelo grafite por ser uma arte de expressão jovem e do cotidiano dos grandes centros urbanos. O curso que realizei para aprender a grafitar foi o da rua, onde você faz, conversa com outras pessoas e vai se aperfeiçoando com novas técnicas”, conta Anderson.

“Costumamos dizer em nossos grupos que ‘quando as bocas são impedidas de falar os muros gritam’. Infelizmente muitas pessoas ainda confundem e banalizam o grafite achando que é algo marginal ou criminoso”, enfatiza o professor, que lembra que o grafite só é criminoso quando não há a autorização para grafitar no local.

Contando com parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Secretaria da Assistência Social e Prefeitura Municipal, o curso foi escolhido através de enquete entre os alunos, “pedimos que eles escolhessem quais seriam as ideias para os cursos, e dessa maneira elencamos o grafite como principal escolha”, conta Rozeli Ferreira Oleinik, coordenadora do Ceju.

Kauana Castro Barbosa de 19 anos grafitou um leão em uma das paredes externas do Ceju, e conta que tentou descrever algumas coisas não só pelo desenho, mas pelo o que significa para ela. “O leão tem como referência religiosa, não só por simbolizar Jesus Cristo para mim, mas propriamente o que ele transmite: o poder, pois ele não foge dos problemas, mas enfrenta com garra, e dessa maneira levo esse símbolo como forma de pensar quando estou em frente à algum obstáculo”, conta.

Mais de 30 desenhos, palavras e expressões foram grafitadas nas paredes espalhados no ambiente externo do Ceju, que fez com que a criatividade surpreendesse a expectativa do professor. “São Mateus do Sul tem bastante talento, os meninos e meninas que participaram do curso deram um show, portanto convido quem tem interesse em conhecer mais do trabalho realizado por eles aqui no Ceju é só procurar os coordenadores e quem sabe, ter uma arte em sua casa”, encerra Anderson.

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