(Imagem Ilustrativa)

“Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração… Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam não”. Assim falava a canção interpretada por Milton Nascimento, que ele fez em parceria com Fernando Brant.

Alguns dicionários definem um amigo como aquele que demonstra afeto. Em nossa língua, a palavra amigo tem sua origem no latim amicus e pode ter duas derivações. A primeira, que venha de amare (amar), a segunda de animi (alma) custas (custódia) ou seja, guardador-de-alma.

Então, a amizade está associada ao maior dos sentimentos, dos cuidados com a própria alma.

As várias palavras, em diversos idiomas para tradução de “amigo” tem em sua raiz algo sagrado, de puro sentimento.

Renato Teixeira, em sua canção “Amizade sincera”, diz que “a amizade sincera é um santo remédio, é um abrigo seguro”, frase que talvez tenha emprestado da Tora. O livro sagrado dos judeus também prega que aquele que encontrar um amigo, terá encontrado um tesouro.

Talvez uma pessoa que mais entenda de solidão seja Amyr Klink, em seu livro “Cem dias entre céu e mar”, onde descreve a travessia do Oceano Atlântico num barco a remo, afirma que “quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só”.

Como cantavam os Beatles, tudo se consegue “With A Little Help From My Friends” (com uma pequena ajuda de meus amigos).

Amizades somos nós quem escolhemos, somos nós quem construímos. Com nossos amigos dividimos o que de mais valioso e importante possuímos. Podem ser segredos, sonhos, angústias, felicidade.

Em 1969, um argentino chamado Enrique Ernesto Febbraro, propôs a comemoração da data, inspirado na chegada do homem à Lua. Ele acreditava que o fato poderia aproximar os povos e, talvez, sonhando com o futuro, que o homem pudesse se aproximar de outros seres, viajando no espaço.

Nesta linha, a ONU propôs que no dia 30 de julho se comemore o Dia Internacional da Amizade.

No Brasil, por exemplo, no Rio de Janeiro, em 2008, uma lei estadual criou o Dia do Amigo. Já em São Paulo, a proposta da criação do Dia do Amigo provocou inimizades entre os deputados e, por divergências políticas, não foi aprovada.

Mas é bom saber que para que a amizade exista não é preciso lei ou vontade política.

Como neste intervalo de dez dias teremos duas datas especiais, como homenagem a todas as amizades, escolhi o tema da semana para a Coluna.
Aos meus amigos, que são poucos, mas verdadeiros, agradeço pela sua existência.

“Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar”

Até breve!

Adnelson Borges de Campos
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