Perfil

André & Viola: a “Comitiva Esperança” que traz consigo a voz e viola para emocionar e tocar corações

O artista que foi abraçado por São Mateus do Sul e levou o município como inspiração e motivação em sua carreira profissional. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

O filho caçula da dona Cícera Mendes Felizardo tem 34 anos, nasceu em Osasco – São Paulo onde morou até os seis anos de idade, quando após a separação dos pais foi morar na cidade de Santo Inácio, norte pioneiro paranaense, onde ficou até seus 18 anos vivendo com sua mãe e irmãos, Rosilene Mendes Felizardo e Anderson Mendes Felizardo e afirma, “minha mãe foi minha mãe e pai, ela me educou e me criou”, emociona-se honrado.

Na edição de perfil dessa semana iremos conhecer a história do artista que foi abraçado por São Mateus do Sul e alavancou sua história e carreira artística na terra do mate, André Mendes Felizardo, popularmente conhecido como André & Viola.

Seu vínculo com São Mateus do Sul iniciou quando ainda jovem vinha a cidade, “passei um tempo em Curitiba e devido a proximidade com São Mateus do Sul, sempre vinha passear na casa da minha tia que aqui residia e assim conheci essa bela cidade”. Quando tinha 23 anos, André comenta que passou por uma fase bastante difícil em sua vida, “costumo dizer que estava sem rumo e tomei a decisão de vir para São Mateus do Sul, pois ali tinha certo em minha mente, não queria voltar para São Paulo”.

A música na sua vida

André emocionado relata a equipe da Gazeta Informativa que desde pequeno sempre frequentou a igreja evangélica, “cresci neste meio e quando tinha 11 ou 12 anos aprendi neste espaço a tocar guitarra e violão, e a partir desse momento nunca mais parei, porém nunca havia cantado e nunca tive o interesse em cantar”.

Já em São Mateus do Sul e junto de excelentes amizades, André conta que foi surpreendido com algo que estava guardado dentro de si, o dom de além de tocar, poder cantar, “quando vim para São Mateus meus amigos sabiam que eu sabia tocar e sempre gostei de músicas sertanejas e me chamavam para tocar nos churrascos, até que um dia com meu violãozinho simples, uma caixa de som pequena e um microfone improvisado com fita isolante num cabo de vassoura, cantei”, diz.

André relembra que no mesmo dia, na mesma festa, a cerveja acabou e todos foram direto para a antiga casa de show conhecida como Patrão, “e lá estava meu amigo Felipe Chico animando o ambiente e fui surpreendido pelos amigos que conversaram com ele para me convidar a cantar. O local estava lotado e quando ouvi meu nome no microfone, convidando para me apresentar o frio na barriga foi constante, mas mesmo assim fui e cantei umas 10 músicas que conhecia e me emocionei quando a casa lotada cantava comigo aqueles sucessos sertanejos, isso num tempo onde o sertanejo não era conhecido ainda”.

Depois daquele momento a carreira daquele jovem tomava outros rumos, inimagináveis até então, e vários convites surgiram para tocar em barzinhos e exigindo dele, o investimento na compra de equipamentos e aperfeiçoamento nos repertórios.

Em seguida André iniciou a dupla com seu amigo Andryus Drabeski, o qual firmaram uma parceria que durou longos 6 anos, onde os dois se aperfeiçoaram evoluindo e fazendo muito sucesso em São Mateus do Sul e região com a dupla Andryus e André. A parceria encerrou em comunhão de vontade dos artistas na maior amizade e companheirismo.

André, sua viola e a Polícia Militar

Após o desfecho da dupla com o amigo Andryus, André relata que desanimou porque não existiam mais locais para tocar na cidade, se desligou parcialmente da música. Foi quando prestou concurso para a Polícia Militar e ingressou sua preparação na corporação, a qual durou pouco mais de um ano e mesmo na sua preparação para tornar-se policial, sempre foi convidado para tocar algumas modas de viola nas confraternizações e nos poucos momentos de lazer, sempre encantando.

Logo após formar-se na academia de polícia, retorna à São Mateus do Sul e logo de cara recebe o convite para a inauguração de determinado estabelecimento que abriria as portas naquele momento. Motivado mais uma vez, convida de fato, o amigo Joelson Fagundes, popularmente conhecido como Mussum para contribuir com sua vontade maior que vinha a ser adotar um estilo musical baseado na moda de viola que sempre foi sua paixão. Em seguida, convida seu amigo e xará André Souza, especialista em percussão e nascia ali o André & Viola com Joelson e André Souza. “Hoje associo muito bem minha carreira profissional como cantor e policial militar, sempre me desdobro para cumprir todas as atividades e garanto que possuo uma amizade muito grande com meus amigos e colegas policiais”, comenta.

A música que marcou sua história

Cada música marca uma fase de nossa vida, seja a infância, a adolescência e cada momento especifico de nossas trajetórias. No caso de André, em especifico, a música que marcou sua carreira profissional e a, “qual levo comigo por onde for é Comitiva Esperança do Almir Sater. Esta música me inspirou e fez com que eu adotasse este estilo musical”.

Segundo André seu maior sonho é, “viver exclusivamente para a carreira musical, não exatamente ao sucesso extremo, mas que eu possa me sustentar e viver feliz com a música, a qual faz parte da minha vida desde muito novo e sempre estou batalhando para isso. A gente faz o que gosta e vem o reconhecimento”, e afirma que a música também é um trabalho, pois você pode ter o dom, mas há a necessidade de se dedicar muito.

A partir de janeiro André lança um novo trabalho com músicas de Jairinho Delgado, compositor da cidade de Ponta Grossa e tem fé que sua carreira decole na esperança em Deus, agora com a parceria do gaiteiro Marco Aurélio de Lara, conhecido como Nelinho, que somará ao grupo seus talentos.
André agradece os colaboradores que estão juntos neste sonho, Junior Cordeiro, Marcelo Tamparovski, Marcia Silveira, Edvandro Gagol e Adriano Pageski que acreditam no seu potencial.

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