Cidade

Anfiteatro ou auditório?

(Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Na edição nº 188 da Gazeta Informativa, que circulou entre os dias 30 de novembro e 6 de dezembro de 2018, o repórter Alexandre Müller trouxe uma matéria especial alocada na página 4, com o título: “1º Anfiteatro de São Mateus do Sul é inaugurado no Colégio Estadual do Campo Professor Eugênio de Almeida no distrito de Fluviópolis”, contando um pouquinho sobre a conquista deste sonho da construção de um espaço sociocultural dentro do referido colégio.

Na oportunidade, o repórter conversou com a diretora do colégio, Marta Regina Centa, que retratou o passo a passo para que o sonho da comunidade que já perpetuava há cerca de 18 anos fosse realizado, e ainda com o engenheiro civil responsável pela obra, Ellington Charles Varpechoski, também responsável técnico da empresa Varpec Engenharia Ltda.

O responsável técnico da empresa que proveu a obra, ao questionado, afirmou que se tratava de um Anfiteatro, nomenclatura utilizada no processo e mesmo na placa que foi posta à frente do colégio durante o período de execução da mesma. Por isso, deve ser considerado um anfiteatro.

A equipe da Gazeta Informativa foi questionada sobre a nomenclatura da obra que foi inaugurada na sexta-feira, dia 30 de novembro e intitulada posteriormente como “Auditório Afonso Nepomuceno Franco” e sobre a ocorrência de terem havido outros “anfiteatros” antes do supramencionado.

Em contato, com o pesquisador Gerson de Souza, o mesmo relatou que a cidade possui histórico de ambientes utilizados para teatro como o Cine Teatro Brasil (local onde hoje é o restaurante Coliseu) e que realizava, naquela época, além de exibições de filmes, várias apresentações teatrais, trazendo inclusive espetáculos do centro do país. Gerson também lembrou que, mais recentemente, o Centro Cultural do Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE) também fez essa função, se apresentando ali grandes nomes da dramaturgia nacional. Quanto à discussão sobre a obra de Fluviópolis ser o “primeiro anfiteatro”, Gerson destacou que trata-se de semântica, pois o termo anfiteatro usualmente era utilizado para construções a céu aberto, geralmente ovais. Mas, reforça que: “muito além da semântica, deve ser comemorada a conquista da comunidade, visto que nossa cidade carece tanto de espaços culturais”.

A diretora do colégio afirma que uma nomenclatura não tira o brilho da conquista e importante relevância que a obra trará às centenas de alunos e toda a comunidade do distrito de Fluviópolis.

Alexandre Müller
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