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Animais soltos incomodam moradores de São Mateus do Sul

Foto: Fábio Arduim

Alguns moradores de São Mateus do Sul estão reclamando que há muitos animais que vagam livremente pelas ruas do centro e bairros do município, colocando em risco a segurança de motoristas e pedestres que trafegam pelo local. Porém, o local mais perigoso é as rodovias, onde já ocorreu acidente com vítima fatal.

De acordo com o comerciante, Fábio Arduim, que reside no Parque das Tamareiras, os animais soltos destroem os jardins das casas, quebram os arvoredos. “Teve cavalo que já deu coice em uma grade de uma casa. Temos um caso na Vila Verde, em que um cavalo deu um coice em uma criança especial, e eu como motociclista tenho medo de sofrer um acidente em uma rodovia se um animal deste estiver na estrada. No caso de cachorros eles atacam as pessoas idosas, crianças, lixeiros e motociclistas, rasgam sacolas de lixo, defecam na frente das casas, enfim, causam um verdadeiro transtorno”, desabafa.

Para Fábio, em primeiro lugar a responsabilidade é dos donos. “Em segundo a prefeitura, que não fiscaliza. A prefeitura tem vacinado as cadelas e gatas com vacina anticoncepcional, ajuda, mas não resolve no caso de animais soltos”, destaca.

Em São Paulo existe o (RGA) Registro geral do animal, com plaqueta. Em Curitiba o (SIA) Sistema de identificação de animal, com chip. “Se em cidades grandes funciona, aqui teria que funcionar, identificar os animais, criar uma lei proibindo animais soltos nas ruas, fazer o cadastro de todos, principalmente quem cria cavalos dentro do perímetro urbano, prender animais soltos, multar os proprietários, e principalmente fiscalizar”, comenta.

A Médica Veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Mateus do Sul, Rachel Azambuja Langaro, ressalta que dos animais soltos nas vias públicas, apenas 5% são realmente animais de rua. Os demais são animais semi-domiciliados (cerca de 80%) ou os cães comunitários (os 15% restantes). Sendo assim, a única forma de amenizar o problema é a conscientização da população. É necessário que os proprietários mantenham esses animais com acesso restrito à rua.

Conforme Rachel, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já realizou mais de dez campanhas de aplicação de anticoncepcional, mas a adesão da população foi extremamente baixa. Seguidamente são realizadas palestras à respeito da guarda responsável, englobando também maus-tratos aos animais. “Vale ressaltar também que a apreensão e eutanásia de animais para fins de controle populacional hoje é proibida pela lei de crimes ambientais”, diz.

Programa
Veterinários, estudantes de Medicina Veterinária e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente se reuniram no mês de maio para uma conversa sobre a criação do programa de controle populacional de cães e gatos em São Mateus do Sul. O projeto do programa já foi aprovado no CRMV-PR (Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária).

Segundo Rachel, o projeto está em fase de orçamento para licitação da construção do centro cirúrgico. Paralelamente a isso, estão sendo cotados os equipamentos e o material de consumo. “Está sendo fechado uma parceria com a Universidade Federal do Paraná para a realização do censo animal da área urbana do município, que deverá acontecer até meados de setembro. Com isso teremos a real dimensão do problema no nosso município”, fala.

Rachel conta que dia 04 de agosto, foi feito uma licitação para registro de preço dos microchips para identificação dos animais. “Esses microchips serão disponibilizados a todos os animais que passarem por algum procedimento do programa”.

Referente aos cavalos soltos, Rachel diz que já estão estudando uma forma de recolher todos os animais equinos das ruas. Sendo assim, o proprietário terá um prazo para o resgate.

Conscientização
De acordo com Rachel, as palestras de conscientização estão sendo realizadas conforme demanda da população. Somente na Semana Municipal de Meio Ambiente, que aconteceu no início de junho, houveram 20 palestras versando sobre o tema, atingindo mais de 1.100 alunos da rede municipal de ensino.

“Antes de levar um animal para casa, pense! Não adote um animal pensando que ele é ‘brinquedo’ para as crianças; Sua casa tem espaço suficiente para a espécie de animal escolhido? Oferece segurança para que o animal não acesse vias públicas? Você pode custear a alimentação e cuidados veterinários, como vacinas, vermifugação e outros procedimentos quando necessários? Você está disposto a cuidar do animal durante toda a sua vida? (Em média 10 a 20 anos) e você já pensou quem vai cuidar do seu animal durante suas férias ou em situações de emergência? A castração é a solução mais eficiente para diminuir o número de animais abandonados. Exerça a posse responsável! Não contribua com o aumento de animais abandonados em nossa cidade”, finaliza Rachel.

Denúncias
Se você quiser fazer uma denúncia, é só ligar para a Ouvidoria (ligação gratuita 156). E pode usar também os canais de comunicação da Prefeitura, como site, facebook e twitter.

Thaís Siqueira

Fundadora e proprietária da Gazeta Informativa, graduada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e pós-graduada em Produção e Avaliação de Conteúdos para as Mídias Digitais.

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