Artigo de Opinião

Animal também sente!

(Imagem Ilustrativa)

No dia 28 de novembro, o caso de maus-tratos ao cachorro que foi morto no mercado Carrefour, na cidade de Osasco – São Paulo, trouxe grande comoção nos grupos de defensores de animais e ativistas da causa. De acordo com a Revista Exame, um segurança do supermercado teria espancado o cachorro que se encontrava na unidade. A denúncia feita nas redes sociais mostra imagens do animal com as patas traseiras feridas e marcas de sangue no chão da loja.

O cachorro chegou a ser socorrido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma versão de atropelamento chegou a ser levantada, mas logo foi contestada por outros funcionários que teriam testemunhado o ocorrido e dito que o animal teria sido agredido a pauladas. Há também suposições de possível envenenamento do animal.

Pessoas influentes no mundo artístico também se manifestaram em prol do cachorro, exigindo que as medidas de pena para o responsável pelo crime sejam cumpridas. A investigação apontará se o segurança cumpria ordens da chefia ou agiu por conta própria. O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98) considera crime as práticas de abuso, ferir ou mutilar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos e que podem render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Olhando de maneira comparativa com a realidade de São Mateus do Sul, nosso município ainda reflete atitudes de maus-tratos aos animais pelos bairros. Tenho certeza que você conhece alguém ou passou por algum caso como relatado anteriormente. Agressões e envenenamentos estão na listagem das causas que mais levam a morte de animais de rua no município, que andam lado a lado com o abandono. Filhotes deixados em caixotes e até cães com mais idade são jogados em lugares estratégicos e sem muita movimentação. Sinceramente, é difícil acreditar que existem pessoas que tratam um ser vivo como algo descartável.

O caso de São Paulo trouxe grande repercussão por envolver um grande nome de mercado e pela forma que o animal foi morto, mas devemos olhar para o lado e perceber que a maldade pode estar na rua da nossa casa. Se você acaba se sentindo incomodado com o animal do vizinho, converse com ele e explique a sua situação. A brutalidade nunca será um bom caminho se não houver um diálogo que esclareça os diferentes pontos de vista. Lembre-se que o animal de estimação também sente fome, dor e principalmente, percebe quem realmente tem maldade.

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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