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Ano se vai, ano se vem… Cenário preocupa para 2017

Presidente da Fecomércio/PR analisa cenário, mas demonstra enorme preocupação por conta da situação envolver várias esferas e mexer com setores diversos. A estatística prevê que o próximo ano será duro, mas CDL são-mateuense denota empenho. (Foto: Comércio são-mateuense – Gazeta Informativa)

A perspectiva e o objetivo são de buscar por algo melhor, no ano que inicia. Grande parte das pessoas pensa dessa forma, mas entidade que congrega quase 2/3 do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense, meio milhão de empresas no estado e mais de 2,5 milhões de postos de trabalho no Paraná tem análise fria. Pesquisas e estatísticas prevêem ano complicado.

Presidente do Sistema S, que reúne sobre o leque da Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio) o Sesc e Senac, Darci Piana, comanda entidades focadas no comércio de bens, serviços e turismo do Paraná. O mandatário prevê ano de 2017, mais complicado que o atual exercício fiscal e econômico que se encerra na próxima semana.

Como veículo de comunicação, o objetivo é de levar a informação, sem maquiagem nem ilusão ao leitor – linha primaz do jornalismo. Claro, baseado em fontes oficiais, pensamentos e análises críticas de pessoas diretamente envolvidas no contexto. Para tanto, buscamos contato com uma das maiores autoridades paranaense da economia e mercado, trazendo a análise, também, para o contexto de São Mateus do Sul e sua organização de classe local.

Planejamento:
1º passo

A dica para continuar investindo, e olha que são 16 novas unidades levantadas no Paraná nos últimos anos, é ter tudo organizado e planejado. “Eu diria para fazer o contrário do que fazem os governos. Controlar, planejar, fazer um trabalho sério que as coisas funcionam”, frisa Darci Piana. O Fecomércio trabalha com planejamento anual e para quatro anos, contudo a perspectiva é projetar os dez anos seguintes. “Até 2026, temos nosso plano montado.”

O sistema tem em torno de 3.500 pessoas atuando, como servidores, entre Sesc, Senac e Fecomércio. Mais que uma ‘empresa’ de médio porte, um referencial de dados, articulados pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (IFPD), a entidade tem amplo trabalho de análise de tendências e perspectivas para estabelecer os rumos e fazer previsões.

O presidente da Fecomércio destaca que a entidade responde por 550 mil empresas, 2,3 milhões de empregos e 63% do PIB paranaense. Tudo isso nos segmentos do comércio, serviços e turismo.

Crise… crises

Sobre a situação financeira, Piana observa que mesmo no mês tendencialmente bom para o comércio, a expectativa para dezembro, muito menos para 2017, tem números que demonstrem tendência positiva. “O ano que vem não vai ser igual a esse, vai ser pior ainda”, afirma. A opinião é embasada em pesquisas mensais realizadas em mais de duas mil empresas de pequeno, médio e grande porte.

“A crise financeira é muito séria, a crise política é muito mais ainda, muito mais séria. Estamos na eminência de uma crise muito grave politicamente e a ética, acima de qualquer coisa, perdeu-se no tempo”, explica. Segundo ele, o Brasil já passou diversas crises, financeiras e políticas, mas nunca juntas, como ocorre no atual cenário, que piora projeções.

Tio San

Analisando a chamada ‘crise pontual’, os estadunidenses levaram oito anos para recuperar o crescimento econômico após sofrer no campo imobiliário, mesmo sendo um País organizado e centrado no planejamento. “Imagine agora o Brasil, sem planejamento, sem estrutura com todas as crises política, econômica, financeira e ética juntas, quanto tempo vamos demorar para recuperar”, analisa o presidente da Fecomércio.

O entendimento é de que o cenário dos Estados Unidos da América serve de base avaliativa, mas o objetivo é não esmorecer. “A gente tem uma situação muito triste pela frente, mas vamos ter que enfrentar, afinal de contas somos guerreiros e vamos lutar.”

Expectativa SMS

“O ano de 2016 está muito difícil para o comércio geral (nacional) e o local um pouco mais ainda pela alta taxa de desemprego gerada em nossa cidade (Petrobras, terceiros, etc.). Para esse natal de 2016, as expectativas e os números apontam para uma redução em 8% em relação a 2015, com algumas empresas tentando e chegando a manter o que deu de resultado em 2015”, comenta o novo presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) de São Mateus do Sul, Márcio Luis Staniszewski.

O novo comandante da entidade, que assume em fevereiro, entende que a recuperação será lenta, mas a CDL e demais entidades parceiras como Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS) e prefeitura municipal tendem em agir juntos e empenhados na superação. Ele, também, torce para que a agricultura tenha bons resultados nas colheitas, pois isso ajuda diversos setores, como comércio e serviços.

Márcio, ainda, acredita na permanência e força da Petrobras. “Adequando a nova cultura de gestão e funcionalismo eficiente para que consiga idealizar todos seus projetos de arrecadação de maior riqueza (pesquisa, lastro, xisto agrícola, etc.)”.

O presidente da CDL para 2017/2018 credita ao planejamento papel preponderante. “Já vem sendo, e vai ser em 2017, uma das principais ferramentas na gestão de nossos negócios”, afirma. “Vamos trabalhar juntos, a CDL e ACIASMS e demais parceiros como Sebrae e Senac para que melhoremos isso em nossas empresas, como já viemos nesse ano de 2016 acompanhando vários acontecimentos que englobam o planejamento. Entendemos e falamos hoje a ‘mesma língua’ do senhor Darci [Piana – Fecomércio].”

“Desejo a todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo! Ame, Tolere, Perdoe e Agradeça. Porque Deus está no comando!”, salienta Márcio Luis Staniszewski, em tom de votos de boas festas, expectativas de superar os desafios e avançar. Mesma linha seguida e projeto pelo Fecomércio, como foco a dias, e resultados, melhores!

Sidnei Muran

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