Educação e Cultura

Antiga instalação do Colégio Integral poderá ser novo CMEI em São Mateus do Sul

O prédio do antigo Colégio Integral poderá, em breve, tornar-se um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) e suprir boa parte da lista de espera de vagas existente no município. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

O prédio da antiga instalação do Colégio Integral e de propriedade do Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), foi foco de algumas discussões nos últimos meses devido o futuro de suas instalações, que repercutiu na comunidade são-mateuense.

Tendo acesso às informações, vinculadas nas redes sociais, a equipe da Gazeta Informativa procurou a diretoria do CEPE e a Prefeitura Municipal, a qual também demonstrou interesse na locação do prédio, sobre responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC).

A diretoria do CEPE, através de seu atual presidente, Luiz Fernando Coelho, não quis se manifestar sobre o assunto. Eles optaram por não divulgar qualquer informação sobre o processo de locação do imóvel.

Em conversa com o Secretário de Educação e Cultura, Jorge Manfroni, ele nos afirmou que somente iria se pronunciar quando todo o processo tivesse se consolidado, mas devido toda a repercussão que envolveu a situação, os esclarecimentos foram dados à equipe da Gazeta Informativa com exclusividade.

Manfroni enalteceu sua atuação junto a SEMEC, esclarecendo que atua exclusivamente para o interesse público. “Hoje estou como gestor municipal responsável pela pasta da educação e prezo pelo interesse público e não para defender interesses privados. Nosso maior objetivo junto a SEMEC é zerar a lista de espera por vaga nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI’s).”

Hoje, 350 famílias precisam de uma vaga e estão aguardando com extrema necessidade a matrícula de seus filhos em local público e especializado. Jorge relata que todos os dias durante o horário de funcionamento da secretaria, e mesmo através de ligações fora do horário, várias mães e pais imploram por uma vaga, algumas de extrema necessidade.

Quando assumiu a secretaria em 2017, Manfroni conta que haviam 850 crianças na lista de espera e em pouco mais de um ano e meio, restam apenas 346, sendo conquistadas cerca de 500 vagas dentro da gestão atual.

A equipe da SEMEC, junto de profissionais específicos da Prefeitura Municipal, vasculharam toda a cidade em busca de uma estrutura que pudesse ser alugada para suprir a demanda de vagas.

O Secretário ressalta que não basta ter o local, é necessária toda uma organização do ambiente escolar para que as crianças possam, da melhor forma, serem atendidas com um planejamento profissional e de alimentação escolar.
Esses são os quesitos que a SEMEC já programou desde o final do ano passado para atuar já em 2018, inclusive com a contração de profissionais da educação via Processo Seletivo Simplificado (PSS) e futuramente concurso específico.

A equipe da Prefeitura Municipal analisou a possibilidade de locação da estrutura do antigo colégio Professora Arlete Neves Scharamm (CPNAS), uma possível alternativa para suprir a demanda, mas não obteve sucesso.

Segundo Jorge, a diretoria do CEPE entrou em contato com a equipe que estava à procura de um espaço, para comunicar de que eles estavam analisando um novo locatário da estrutura e onde há poucos meses funcionava o antigo Colégio Integral. “Cabe a diretoria do CEPE tomar a decisão a quem locar o espaço disponível. Cabe a nós fazer o papel de gestores municipais.”

Jorge salienta que sofre pressão do Ministério Público que exige que sejam supridas as vagas da lista de espera nos CMEI’s, inclusive com imposição de multa diária, caso não seja cumprida a ordem.

Com o aparecimento da oportunidade da estrutura pertencente ao CEPE, a Prefeitura Municipal encaminhou a proposta para análise do setor de avaliação, que vem tomando todos os procedimentos legais. O referido setor fez a análise do espaço e retomou o contato com a diretoria do clube, que por sua vez sinalizou como favorável. Em seguida, os documentos cabíveis foram solicitados para se dar início ao processo para a efetivação do aluguel.

A partir do momento que o contrato esteja firmado, assinado e sem nenhum problema, será instalado um novo CMEI no referido espaço, logo após todo o processo de regularização educacional para sua abertura. De acordo com a secretaria, após a devolutiva da equipe jurídica da Prefeitura Municipal, serão cerca de 60 dias para o início das aulas. Jorge confessa que quer abrir as portas ainda nesse ano. A estrutura poderá atender cerca de 240 crianças.

A contratação do aluguel do espaço do antigo Colégio Integral, passa pelo processo de dispensa de licitação, devido a inexistência de outro espaço similar que possa atender à demanda exigida para a existência de um centro de educação infantil.

O espaço requer muitas adaptações, desde as salas de aula até a estrutura como um todo. O secretário comenta que o município possuía a opção de construir um novo espaço, o que ainda não está descartado, mas todo o processo para construção, desde a liberação de verba, aprovação do legislativo, processo licitatório, início e desfecho da obra, demandam cerca de dois anos.

Manfroni afirma que as obras do novo CMEI, localizado na comunidade das Tamareiras, foram restabelecidas e em breve estará em funcionamento, inclusive com todo o material já adquirido e guardado na própria sede do SEMEC, apenas aguardando a finalização para que possa ser todo preparado para as crianças. “Nossa expectativa real, é que todas as vagas existentes na lista de espera sejam supridas e assim consigamos beneficiar todas as crianças de nosso município. Essa é a nossa obrigação.”

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